sexta 22 outubro 2021
Editorial

Sem lenço e sem documento

Na última segunda-feira, dia 4 de outubro, o mundo virou do avesso, deixando milhões de pessoas espalhadas pela superfície da terra completamente desarvoradas com a pane que tirou do ar redes sociais de grande peso como Facebook, Instagram e WhatsApp.

A situação lembrou versos de Caetano Veloso que, no final dos anos 60, na música “Alegria, Alegria” definiu um certo episódio como se tivesse ficado “sem lenço e sem documento”.

Se o pagodeiro Zeca Pagodinho fosse consultado sobre o rebuliço do começo da semana, ele certamente teria usado sua verve para cunhar frase de nítido sabor popular: “tiraram a escada e me deixaram pendurado no pincel”.

Contornada em pouco mais de sete horas, a pane no Face, Insta e Whats escancarou o peso da tecnologia na vida das pessoas de todas as idades mundo afora.

Não é necessário ir longe. Aqui mesmo, em nossa terrinha, debaixo de nosso nariz, muitas pessoas, habituada a lidar com mencionadas redes sociais, simplesmente interromperam suas atividades profissionais como se estivessem sem o ar que respiram.

Por esta e tantas outras razões, há que se louvar pela enésima vez a meritória ação parlamentar do então deputado estadual Edson Gomes que, em 2006, fez plantão na antessala do governador em exercício, Cláudio Lembo, e arrancou dele, quase a fórceps, a canetada que permitiu a criação da Faculdade de Tecnologia de Jales.

O tempo se encarregou de mostrar que a insistência de Edson valeu a pena. Passados 14 anos, a Fatec, hoje, é uma instituição com corpo docente qualificadíssimo. Como registrou este jornal em matéria de capa (J.J.-12/09/21) lecionam na Fatec atualmente 15 doutores, 17 mestres e 5 especialistas.

Instituição de ensino superior público e gratuito, a Fatec oferece quatro cursos presenciais, dos quais dois que têm tudo a ver com o assunto deste comentário —Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Tecnologia em Sistemas para Internet.

Por coincidência, na semana que passou, a direção da escola revelou que está sendo intensificada a parceria com empresas de tecnologia de Jales e região, como SisComp, Loop, Precisão e BR, entre outras. Na prática, abrindo as portas do mercado de trabalho para recém-formados.

No texto que escreve regularmente para o espaço “Fatecnologia”, parceria com o Jornal de Jales, o Professor Mestre Jorge Luís Gregorio revelou que existe um déficit anual de 24 mil profissionais de Tecnologia da Informação.

 Ou seja, estamos todos no rumo certo! 

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