domingo 25 julho 2021
Geral

Secretário insiste na necessidade de reformas na Prefeitura de Jales

A Prefeitura de Jales precisa passar por duas reformas urgentes, uma tecnológica e outra administrativa.  O secretário municipal de Planejamento e Finanças, José Magalhães Rocha disse que não estará na Prefeitura, no ano que vem, mas o próximo prefeito terá que avaliar uma situação que ele vem insistindo há algum tempo.
O secretário explicou que a reforma tecnológica está relacionada à atualização de todo o sistema de tecnologia da informação utilizada pela administração municipal. Segundo o secretário, a estrutura de TI está muito deficiente e isso precisa ser resolvido para não complicar ainda mais a situação.
A reforma administrativa, na avaliação do secretário, teria que definir melhor o funcionamento principalmente das secretarias de Obras, Promoção Social, Fazenda e Planejamento, que são órgãos de gestão e de operação. Já as ações das secretarias de Educação e Saúde precisam ser executadas com competência para que se possa dar continuidade ao que está estruturado. 

TERCEIRIZAÇÃO
Entre as medidas que precisam ser tomadas, segundo o secretário, estão as decisões sobre o que deve ser terceirizado e o que pode continuar sendo executado pelo município. Para terceirizar, a Prefeitura terá que definir bem como deve ser acompanhada a gestão dos serviços a serem executados pelas empresas contratadas. 
A partir de decisões como essa, a Prefeitura deve definir os funcionários que precisará contratar para executar o que ficar sob a sua responsabilidade, inclusive com a realização de concursos para preenchimento de vários cargos que ficaram vagos e cujos setores estão defasados, como nas secretarias de Obras e de Agricultura. 
Para isso, a nova administração poderá, se achar mais conveniente, contratar um instituto especializado, ligado a alguma fundação ou universidade pública, por exemplo, que faria esse levantamento através de parceria ou alguma forma de compensação, sem custos financeiros para o município.

DÍVIDA
Em entrevista ao programa Jornal do Povo, da Rádio Assunção, no dia 20 de setembro, quarta-feira o secretário voltou a prever que a dívida que o próximo prefeito deverá herdar da atual administração certamente ficará mesmo entre 10 e 11 milhões de reais. 
Ele disse que mesmo assim, a dívida deverá ser menor do que a da virada do ano passado. As dificuldades foram provocadas porque a arrecadação nesses oito meses de 2016, subiu 4,43%, em valor absoluto, em relação ao ano passado, quando a inflação foi de 10,67%.  
Além disso, algumas despesas aumentaram, como a folha de pagamento que subiu 12,5%, mesmo com redução no número de funcionários. Isso foi devido à inflação passada e ao retorno das portarias, além de um número maior de rescisões, em função da substituição por concursados. 
O secretário explicou que também houve o parcelamento de exercícios anteriores, resultando em R$ 7,2 milhões até o final do ano, sem contar o atual, de cerca de R$ 5,5 milhões, mais R$ 2,3 milhões do aumento da folha de pagamento. 
Magalhães disse que tudo está sendo feito para que a dívida a ser herdada pela próxima administração seja a menor possível. Isso inclui medidas radicais, como corte do cafezinho e desligamento do ar condicionado em vários departamentos, além de redução da operação tapa-buracos que só está sendo feita nos pontos mais críticos.

PREVIDÊNCIA
Um problema muito sério que terá que ser equalizado pela próxima administração é a dívida para com a Previdência Municipal que precisa de um trabalho conjunto entre a Prefeitura e o Conselho do Instituto para evitar graves problemas no futuro. Magalhães disse que a diretoria e o Conselho do Instituto estão preocupados, pois se hoje a situação é cômoda, nos próximos anos vai complicar, por causa dos juros, se não forem adotadas medidas para resolver o problema.
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