Fique Sabendo

OLHO DE LINCE ...

Matéria do “Estadão” confirmou integralmente informações que Ademir Maschio tinha antecipado ao Jornal de Jales

OLHO DE LINCE – O advogado José Luiz Penariol, que esquentou a manifestação dos setores não essenciais no último dia 15 de março, volta ao noticiário. A coluna foi informada de que ele entrou com representação no Ministério Público Estadual questionando a idoneidade da Organização Social Mãos Amigas (OS), contratada para fornecer mão-de-obra à Atenção Primária de Saúde (ATS) do município de Jales.

FALOU...- Ademir Maschio, secretário municipal de Fazenda e Planejamento, sabe o que fala. Foi o que demonstrou ao explicar em detalhes nesta coluna (J.J. – 28/03/21), com direito a chamada de capa, o destino dos recursos transferidos pelo governo federal no ano passado a partir da decretação do estado de emergência decorrente da Covid-19. O ex-prefeito de Santa Fé do Sul informou que, com base na Lei Complementar 173/2020, o governo fez três repasses para Jales. O primeiro no valor de R$ 4.784.321,81, a título de Auxílio Financeiro, de livre aplicação, para compensar os municípios pela perda de arrecadação. O segundo, de R$ 710.243, 00 para os setores de Saúde e Social. E o terceiro, de 3.557.546,12, especificamente para o combate ao coronavírus. Tais números estavam no Portal da Transparência e foram informados ao Ministério Público, acionado pelo vereador Bruno de Paula (PSDB).

...E DISSE – Exatamente 32 dias depois, ou seja, em 20 de abril, o jornal “O Estado de S. Paulo” se encarregou de confirmar o que Ademir havia antecipado. Com o título “Verba federal ajuda a pagar custeio e 13º nos Estados”, o jornal fez matéria de 4 colunas x 40 cm, portanto, quase página inteira, elucidando o caso, enfatizando que “a fatia mais robusta do auxílio federal era para livre destinação, não atrelada automaticamente a gastos com saúde”. Exatamente o que aconteceu em Jales no final da administração Flá-Garça.

AVISO AOS NAVEGANTES - Na madrugada de quarta-feira, 15 de abril, a Câmara Federal aprovou o projeto que prorroga a concessão de auxílio financeiro e os prazos previstos na Lei Aldir Blanc, criada para socorrer os profissionais de cultura afetados pela pandemia. Trocando em miúdos: a lei prevê uma renda emergencial para profissionais do setor, como artistas, O texto, que veio do Senado, foi aprovado em votação simbólica e segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

RESPIRO – O projeto enviado à sanção, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), permite que os municípios tenham mais tempo para alocar os recursos transferidos nos repasses da Lei Aldir Blanc.

SOBRA – Vale lembrar que, por conta da obrigação de apresentar projetos a tempo e hora, dos R$ 285 mil repassados pelo governo federal para Jales, apenas R$ 68 mil foram distribuídos no final do ano passado, contemplando escolas de música, grupo de teatro, pessoas físicas e até uma banda. O desafio dos assessores da Prefeitura agora é manter o dinheiro em caixa para repassar aos interessados, sob pena de, se não utilizado, migrar para o Fundo Estadual de Cultura.

CÁTEDRA – O Prof. Dr. Sebastião Squirra, que morou em Jales na adolescência e juventude e continua mantendo laços de amizade na cidade, deu uma verdadeira aula durante entrevista concedida ao canal de YouTube da empresa “Comunicatudo Educa”, de São Paulo. Professor da ECA/USP, e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura, Squirra apresentou na entrevista um olhar sobre “Comunicação no momento de Pandemia”.

RAÍZES – Além de doutorado na ECA, seu currículo contempla pós-doutorado no exterior e passagens pelas principais emissoras de televisão do país. Mas, sempre que pode, ele, que mora em Santos, dá uma esticada até a região. Vale lembrar que Squirra recebeu convite e foi um dos debatedores do “Simpósio de Governança na Internet”, promovido pelo Fórum da Cidadania e Associação Comercial, em agosto de 2018, por iniciativa da jornalista Marina Nossa Neto , com a participação da jornalista e professora universitária Elisandrea Dias (Fernandópolis) e do delegado de polícia Higor Molina Jorge (Santa Fé do Sul), também professor da Academia de Polícia, com mediação deste comentarista.

CAMINHÃO-TEMPESTADE – Parece piada, mas não é. De passagem por Itaquaquecetuba em companhia de um amigo, o ex-prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) foi apresentado ao prefeito Eduardo Boigues (PP). Quando soube que o jalesense era um dos homens de confiança do vice-governador Rodrigo Garcia (DEM), o alcaide fez um pedido inusitado. Ele queria que Flá fosse o emissário de uma solicitação ao vice, que também é o titular da Secretaria de Governo, no sentido de que seu município recebesse a doação de um veículo para dispersar participantes de bailes funks (pancadões). O tal veículo, constatou Flá posteriormente, mais parece um tanque de guerra e lança fortíssimos jatos d’água sobre os funkeiros, razão pela qual é conhecido como caminhão -tempestade. Embora a história pareça inverossímil, o prefeito de Itaquá mereceu tópico na “Coluna do Estadão”, da semana passada, exatamente sobre o assunto, com a informação adicional de que o referido chefe do Executivo é ex-delegado do Garra, o que explica seu horror aos pancadões. 

Desenvolvido por Enzo Nagata