domingo 20 junho 2021
Editorial

O caminho das pedras

Amanhã, 1º de fevereiro, a Câmara Municipal de Jales inicia nova legislatura que vai se encerrar em 2024. Como são seis vereadores de primeiro mandato —Ricardo Gouveia (PP), Enfermeira Carol (MDB), Andrea Moreto e Elder Mansueli (Podemos), Hilton Marques (PT) e Bruno de Paula (PSDB) — é indisfarçável a expectativa da opinião pública em torno da atuação deles, que terão a companhia dos reeleitos Bismark Kuwakino (PSDB), Deley Vieira (DEM) e João Zanetoni (PSD), além de Rivelino Rodrigues (PP), que volta ao plenário.

Em função disso, os eleitores que sufragaram os nomes deles em 15 de novembro e principalmente os que não clicaram seus números na urna eletrônica vão acompanhar com lupa cada passo ou palavra dada.

Neste sentido, cabe aqui uma digressão. Quando iniciou a publicação da série de artigos “A Jales que vivi – 1948/1964”, o sociólogo, historiador, dramaturgo, cientista social e psicanalista Roberto Gonçalves não tinha grandes pretensões.

A quem perguntava, ele respondia com uma frase que virou mantra: “eu saí de Jales, mas Jales não saiu de mim”. Porém, o entusiasmo foi tanto que a despretensiosa série virou livro.

Pois bem, guardadas as devidas situações, outro que se encaixa à perfeição na sábia definição de Roberto é o procurador da República José Rubens Plates, hoje integrando a representação do Ministério Público Federal em Franca.

Embora tenha residido e trabalhado apenas seis anos em Jales, Plates vestiu a camisa da cidade de tal forma que contagiou a própria esposa Adriana Dal Acqua Plates, que se tornou atuante membro do Conselho Municipal de saúde.

Ainda que não tenha se referido especificamente à Câmara Municipal de Jales, ele deu valiosa contribuição aos novos vereadores através do Jornal de Jales, edição de 24 de janeiro, ao produzir um oportuno artigo sobre a necessidade de formação e aperfeiçoamento parlamentar.

Entre outras considerações, o procurador escreveu: “É essencial que os vereadores tenham, já no início de suas atividades, noções básicas de ética pública, direito constitucional (separação de poderes, organização administrativa, atribuições do legislativo, competências federativas), gestão financeira (responsabilidade fiscal, leis orçamentárias), tributárias (princípios e tributos municipais), urbanismo e meio ambiente (plano diretor, zoneamento urbano), etc.

Assim, recomendável se mostra o processo de formação e capacitação para o exercício do cargo de vereador. A propósito, já tramita na Câmara dos Deputados a PEC 337/09, que tenta instituir algo parecido a nível nacional (curso de formação como condição ao registro da candidatura para vereador).

Assim, está é uma ótima oportunidade para nossos vereadores(as) mostrarem a que vieram, seja frequentando esses cursos de formação e aperfeiçoamento, ou melhor ainda, aprovando leis municipais nesse sentido.”


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