domingo 20 junho 2021
Educação

Informe Educacional : Quanto é o tempo?

CRÔNICA

Você já parou para pensar como o tempo cabe no relógio? Quem determinou o tempo de um segundo, como contar as horas, os dias, os anos? Qual o nosso tempo aqui na Terra? Bom, assim como nos ensinou o amigo Sócrates, só sabemos que nada sabemos! Contudo, temos uma grande certeza: a convicção de que o tempo não para! É claro que a percepção disso é relativa, pois depende das experiências de cada um: a passagem do tempo pode ser percebida como curta para um estudante, mas longo para um idoso aposentado, por exemplo. Mas o ponteiro do relógio continua girando. Outra certeza angustiante é a incerteza, então por que não agarrarmos o tempo que possuímos e aproveitá-lo o máximo possível?

Heráclito de Éfeso, filósofo pré-socrático, afirmou: “Tudo flui, nada é permanente, salvo a mudança”. Diante disso, sabemos que, com o passar do tempo, tudo muda, nosso corpo e pensamentos mudam aquilo que você tinha como certeza, no passado, no momento presente virou negação; aquela pessoa que você amava, que jurou nunca se esquecer dela, agora isso já se tornou apenas uma lembrança, já você tem novos amores, novas afirmações, novas formas diferentes de pensar. Tudo está em constante movimento. O tempo não para, nunca parou. Ele é relativamente subjetivo, individual. Apesar de, às vezes, termos a percepção de que o universo para, mas a natureza não está estagnada, ela continua completando seus ciclos para manter-se em equilíbrio.

Já que tudo muda e o tempo não para, como se inter-relacionar com ele? Como lidar com o tique-taque do relógio? Sabemos que o possível domínio dessas concepções depende das experiências de cada ser, do momento e da realidade. Não podemos generalizá-lo. Mas podemos, ao menos, afirmar que não possuímos controle sobre ele, ainda assim, somos responsáveis por trançar nossos caminhos em nossa vida. Assim como Nietzsche defendeu em sua filosofia existencialista: “viver é querer conquistar e poder realizar”, isto é, poder dar potência à vida e aproveitar o que ela tem para te oferecer. Dessa maneira, baseando-se na emblemática música “Tempo Perdido”, da banda brasiliense Legião Urbana – uma das minhas bandas favoritas -, cada ser possui seu próprio tempo para cruzar as etapas da vida, mas nenhum tempo está perdido, pois “somos tão jovens”. Temos a autonomia de aprender, crescer e evoluir com nossos sentimentos, ações e omissões, nosso tempo está em nossas mãos, e nossa vida também.

Portanto, não, não, não... o tempo não para, nós também não. Tudo muda, desde as coisas mais concretas até as mais subjetivas. Assim, não somos capazes de controlar a velocidade dos segundos, mas somos totalmente responsáveis pelas escolhas que fazemos. Nós escolhemos qual vida queremos viver, como será nossa passagem pelo planeta Terra, bem como de que modo usar o tempo que nos resta a nosso favor. Em sua canção “Se tudo acaba”, a dupla AnaVitória canta “Quanto é o tempo, se tudo acaba, amor?”. Sendo assim, diante das incertezas da vida e da efemeridade do tempo, não podemos recuperar o que já foi, mas cabe a nós decidirmos o que será do restante dele, afinal, cada segundo é tempo precioso e vale – muito – ser vivido intensamente.

  Nathália Mike Moura Nakai

(Aluna do Curso de Redação Professor Marcondes/2021) 

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