Manchete

ESPECIAL: Mães, avós e bisavós

Aos 71 anos, Ana Pires da Silva tem pique de mocinha. Acorda de madrugada, faz ginástica na academia do Jales Clube, cuida da casa e é voluntária uma vez por semana na Santa Casa.
Quem a vê permanentemente alegre e jovial não imagina que ela teve que encarar adversidades como um casamento desfeito e se tornar viúva outras duas vezes. “ A vida não foi fácil; como dizem os surfistas, fui obrigada a pular muitas ondas”, acentua.
Aninha, como todas a conhecem, nasceu no interior da Bahia e, aos três anos, a família veio para a região, indo morar na zona rural entre Urânia e Jales.
Ela teve formação técnica como costureira, chegou a ter nove profissionais sob seu comando, tornou-se comerciante de sucesso no centro da cidade e, hoje, com a vida estabilizada, curte a família.
 São dois filhos biológicos, quatro netos e um bisneto e uma bisneta.. Isto sem contar quatro enteados do segundo casamento e dois do terceiro, que a tratam como mãe e são tratados como filhos.
Ela foi mãe aos 19 anos, mas se derrete ao dizer que o melhor dia de sua vida foi quando se tornou avó e que derramou lágrimas de felicidade quando chegou a quarta geração: bisneta e bisneto.
Aninha fala com prazer sobre a união da família: “estamos sempre juntos nas datas temáticas, aniversários, em ranchos, churrascos, casamentos, tudo regado a uma cervejinha gelada...”
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