domingo 25 julho 2021
Especial

Especial Dia Internacional da Mulher

Amanhã,  terça-feira, dia 8, as atenções do mundo inteiro estarão voltadas para a comemoração do Dia Internacional da Mulher.  Embora estejam vivendo tempos de igualdade em todos os sentidos, a verdade é que a imagem das mulheres está vinculada a aspectos como beleza física, delicadeza, elegância e um certo grau de fragilidade. 
Porém, esta não é uma regra geral. Desejosas de competir em igualdade de condições no mercado de trabalho, as mulheres vêm ocupando espaços antes reservados unicamente aos homens. 
Por isso, o Jornal de Jales, mobilizou sua equipe de reportagem e saiu a campo para mostrar a história de mulheres que executam funções diferenciadas. 
 
Karina, a padeira
 
por Rafael Honorato 
 
Responsável pelo pão nosso de cada dia, a padeira Karina Silva, 36 anos, é prova viva de que acordar cedo não faz mal a ninguém. Ela levanta todos os dias às 2 horas da manhã, para chegar em seu trabalho às 3 horas, e assim dar início à confecção de um dos produtos mais consumidos no país, o pão francês. 
Ela, que começou no ramo de padaria como atendente, disse que viu como padeira uma oportunidade de melhorar a sua renda, e aprendeu com seus próprios colegas de trabalho o ofício e há 11 anos desenvolve essa atividade. 
Apesar de ser um trabalho desgastante, visto que ela atua desde a mistura dos ingredientes para fabricação da massa até o pão sair do forno, Karina, que mora com seu avô e é também responsável pelo trabalho doméstico de sua casa, disse que ama sua profissão e não a troca por nada. 
 
 
Patrícia Sumaio, tratorista
 
por Josiane Bomfim
 
Patrícia Regina Duram da Silva Sumaio remou contra a maré: saiu de uma grande metrópole para a zona rural. 
Ela foi criada em São Paulo, é formada em Ciências Contábeis, tem conhecimento em inglês e realizou outros cursos voltados para a área. 
Casou-se e veio para Palmeira D´Oeste, morou na cidade por quatro anos e exerceu a profissão de contadora.  Neste tempo, em uma pesquisa de melhores do ano, ela ficou entre os três melhores contadores da cidade.
Há cinco anos, pediu demissão e foi trabalhar no sítio. Casada há 14 anos com Vergílio Sumaio Neto, o seu maior incentivador, é tratorista hoje. 
Em cima de um trator ela opera equipamentos agrícolas para a otimização da produção e da mão de obra. Atua no manejo dos solos, das sementes, plantio direto, semeadura, colheita, aplicação de adubos e defensivos agrícolas (prepara a terra, planta e colhe). 
Por isso, chama muito a atenção de quem a vê na ativa. Mas, como mulher, não deixa a vaidade de lado.  Mesmo com chapéu e botina, não dispensa cremes e batom para o dia-a-dia. E, é claro, não deixa os afazeres domésticos de lado.
 
Mariela, frentista de posto
 
por Rafael Honorato 
 
O fator financeiro foi o motivo principal que fez com que a jovem de 26 anos Mariela Paula Rodigues entrasse há um ano e meio na profissão de frentista de posto de combustível. O salário ganho hoje é muito melhor do que quando trabalhava no comércio como entregadora ou vendedora, ela disse. 
Mesmo sendo uma profissão tipicamente masculina, Mariela falou que se identifica muito com o ramo. “Trabalhando de frentista a gente é livre, não fica presa dentro de um escritório. Isso sem falar no tanto de amizades que já fiz”. 
Confessado já ter sofrido preconceito por parte de clientes homens, que se recusaram a serem atendidos pela frentista, ela diz ter orgulho do que faz, e que não trocaria de profissão tão fácil. 
 
 
 
 
 
 
Lilian, sargento do corpo de bombeiros
 
por Rafael Honorato 
 
Poucas mulheres no Estado de São Paulo realizam o trabalho que Elaine Lilian de Leão Leonel, de 41 anos, desempenha no seu dia a dia. Ela arrisca a própria vida para salvar a do próximo e tem muito orgulho disso. 
Tendo entrado na infantaria da Polícia Militar em 1997, a jalesense hoje ocupa a função de Sargento do Corpo de Bombeiros de Santa Fé do Sul e em seu currículo tem trabalhos como os já realizados durante o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 e na Copa do Mundo de 2014. 
Sargento Lilian disse que fazer parte do Corpo de Bombeiros sempre foi seu maior sonho, mas quando comentava com as pessoas, todas tentavam logo a desanimar, dizendo que isso era trabalho para homem. 
Casada, mãe de 2 filhos, ela tem o respeito de seus colegas de trabalho e de toda a população do noroeste paulista, visto que já trabalhou em várias cidades. Perguntada se por algum motivo deixaria sua profissão, ela foi enfática na resposta: “Por nada nesse mundo eu deixo de ser bombeiro, eu amo o que faço!”
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Paula, engenheira mecatrônica
 
por Rafael Honorato 
O desejo de ajudar pessoas que possuem algum tipo de deficiência física foi o que fez Paula Caroline Lopes Custódio se formar em Engenharia Mecatrônica pelo Centro Universitário Unisalesiano, em Araçatuba. “Eu sempre quis ajudar as pessoas com deficiência, então queria fazer algo ligado à área da saúde, porém, como tenho medo de injeções, vi na engenharia mecatrônica uma forma de inventar próteses e outros equipamentos que facilitassem a vida dessas pessoas”, disse a engenheira de 24 anos. 
Indagada se já pensou em desistir da profissão, ela disse que não, visto que mesmo já tendo sofrido preconceitos, vale a pena buscar um sonho que traga uma realização profissional completa.
 
 
 
 

 

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