Especial

Emoções

Pessoas morrem todos os dias

Essa é a única certeza vivida

Porém, há mais 365 dias está difícil acompanhar redes sociais, telejornais

E atender telefonemas, pois estamos passando por um grande dilema

Sempre ficamos sabendo de um conhecido, amigo, familiar

E que mais um, lamentavelmente, sem se despedir, deixou seu lar

Por um vírus que muitos chamam de maldito, estando enraivecido

A notícia diária parece incompreendida

A morte ficou mais constante do que o habitual

E um novo normal cada vez mais conflitual

 Tantos casos, tantos óbitos, tantos choros e desconsolos

 A quem tem um pingo de sensibilidade e afetividade sente que a dor do outro também é sua cumplicidade

Ver filhos órfãos, pais sem filhos, esposas e maridos sem companheiros, Tantos que teriam a chance de conviver por mais tempo com as

comorbidades e que não tiveram a chance da longevidade

Pois, algo muito pior atravessou seu caminho, deixando um vazio para

quem fica e agoniza um incontrolável sofrimento e rancor

Crianças, jovens, idosos, ricos, pobres, sem cor, distinção, raça, hegemonia,

todos nós estamos na mira

Vivemos em uma roleta russa, ninguém sabe quem vai, quem fica, quem aguenta, quem sustenta

Mas o complicado é ter sabedoria mental para lhe dar com as chacotas, a desinformação, a gozação, a falta de amor ao irmão

Como não se sensibilizar pela vida do outro, vendo tamanha aflição e consternação?

Quando um dos mandamentos de Jesus que diz “Ame o próximo como a si mesmo”, onde está o amor?

No seu umbigo? Talvez. Tenha sensibilidade a tanta dor.

Tenha inteligência para suportar e entenda que somos todos iguais diante do Senhor.

 Caroline Guzzo

(Jornalista, jalesense, radicada em Uberlândia)

 MGMTb 71628/SP

E-mail: caroline-guzzo@hotmail.com

Facebook/Instagram: Caroline Guzzo

O trabalho de Carol Guzzo pode ser acompanhado também no site pelo link: www.carolineguzzo.com.br 


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