domingo 28 novembro 2021
Contexto

DESDE A VIRADA DO ANO,

 

DESDE A VIRADA DO ANO,
por onde anda,este comentarista ouve uma pergunta recorrente: quais são os candidatos a prefeito? De maneira pedagógica, é explicado aos interlocutores que, por enquanto, não existe nenhum candidato. No momento, só há pré-candidatos, isto é, um grupo de pretendentes. Candidatura para valer só após as convenções municipais dos partidos,que têm até o dia 5 de julho para definir os nomes que estarão na urna eletrônica. 
 
DE QUALQUER MANEIRA,
também é explicado a quem pergunta que a lista de pré-candidatos é extensa: Clóvis Viola (PPS), Luís Especiato (PT), Nice Mistilides (PTB), Flá (DEM), Garça e Rivelino Rodrigues (PMDB), Pedro Manoel Callado Moraes e Jorge Pêgolo (PSDB) e Henrique Macetão (PSD).
 
EVIDENTEMENTE,
destes oito, nem todos manterão vivas suas pretensões até a data das convenções para a escolha dos partidos. Alguns sairão do páreo empurrados pelo chamado choque de realidade, quando lerem resultados de pesquisas sérias sinalizando que não dá para eles.
 
MAS,
o principal fator de desestímulo deverá ser mesmo o financeiro. Hoje, o custo de uma campanha eleitoral de porte médio em uma cidade como Jales é de fazer pensar duas vezes, antes de assumir uma candidatura, até gente muito bem de vida.
 
DE CARA,
para tirar uma campanha do chão, o candidato deverá contratar, no mínimo, 100 cabos eleitorais para entregar panfletos, divulgar seu nome de casa em casa, enfim, proclamar aos quatro ventos que ele está na disputa. Por que 100? Porque dos  100, 50 têm que ser repassados aos candidatos a vereador.
 
SEGUNDO
a lei eleitoral, tais cabos eleitorais têm que ser obrigatoriamente  registrados pelo valor de um salário mínimo, hoje em torno de R$ 690,00. Com os encargos sociais inerentes ao registro, cada cabo eleitoral custará ao comitê de campanha aproximadamente R$ 1.000,00.
 
COMO
uma campanha eleitoral dura três meses —julho, agosto e setembro — só o custo dos cabos eleitorais chegará a R$ 300 mil. Tendo em vista que  a essa conta deverão ser somadas despesas com material gráfico, veículos,combustíveis, estrutura para palestras ou comícios, equipe para os programas no horário gratuito, advogados, marqueteiro, pesquisas, dá para imaginar quanto custará a brincadeira. E tudo isso sem garantia de vitória.
 
ASSIM,
dos oito que hoje estão na vitrine, o mais razoável é acreditar que, a partir de 5 de julho, depois das convenções, só três, no máximo quatro, sobreviverão. Até lá, o festival de pré-candidatos continuará animando o  divertido baile das especulações...
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