domingo 25 julho 2021
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CUSTO ZERO – Ainda sob o impacto da doação de 54.600 metros quadrados para implantação de um centro de tratamento de doenças raras

O tabelião Ivan Ignacio e o engenheiro Marcos Pêgolo nada cobraram do Jales Clube

CUSTO ZERO – Ainda sob o impacto da doação de 54.600 metros quadrados para implantação de um centro de tratamento de doenças raras, patrimônio avaliado em R$ 35 milhões, Clóvis Pereira, presidente e fundador do Jales Clube, ficou muito sensibilizado com a demonstração de cidadania de dois qualificados profissionais. Conforme registrou este jornal, tanto o engenheiro Marcos Pêgolo Peres, que fez o levantamento da área , quanto Ivan Cavalin Ignacio dos Santos, tabelião do Cartório de Vitória Brasil ,onde foi oficializada a doação para a Casa Hunter, instituição beneficiária, não cobraram honorários pelos serviços prestados.

GRATIDÃO- Clóvis também não economiza palavras de gratidão à deputada federal Carla Zambelli (PSL), responsável pela aproximação entre o clube e a Casa Hunter. Para Clóvis, sem a participação dela, o projeto não teria saído do chão. O empenho da parlamentar só pode ser retribuído com uma moeda —voto na urna na próxima eleição. A deputada é ligadíssima do presidente Bolsonaro.

ZEBRA – Para surpresa de frequentadores dos corredores da Câmara Municipal, cujo prognóstico era de punição ao vereador Elder Mansuelli (Podemos) por 6 votos a 4 a favor de suspensão do mandato por 30 dias, deu zebra. O resultado final mostrou mais uma vez que em votações camarárias até boi voa.

VIRADA – Até a tarde de segunda-feira, dia 5 de julho, data da sessão ordinária virtual, tinha-se como certo que dificilmente o vereador escaparia do gancho. Embora o relator João Zanetoni (PSD) tenha recomendado a suspensão do mandato de Elder, seu parecer teve apenas cinco votos favoráveis— Carol Amador (MDB), Ricardo Gouveia (PP), e os três integrantes do Conselho de Ética —o presidente Rivelino Rodrigues (PP), a vice Andrea Moreto (Podemos) e o próprio relator Zanetoni. O presidente da casa, Bismark Kuwakino (PSDB), Hilton Marques (PT) e Deley Vieira (DEM) preferiram se abster. Bruno de Paula (PSDB), o homem-bomba que está sob a mira de colegas, votou contra.

RETROVISOR – Elder Mansuelli foi denunciado ao Conselho de Ética a partir de representação do médico Alexis Kitayama, então secretário municipal de Saúde, que o acusou de ofender o prefeito Luís Henrique Moreira (PSDB), a quem chamou de “moleque”, e desrespeitar fiscais da Vigilância Sanitária no dia 6 de março, em plena vigência do Plano São Paulo de combate ao Coronavírus. Em 18 de maio, tanto o médico quanto as servidoras Rozeli Donda da Silva, Milene Tarlao Navas Settemo, Patrícia Albarelo Ribeiro Oliveira e Marlene Mendonça Francisco de Souza foram ouvidos. No dia 2 de junho, foi a vez das testemunhas de defesa de Elder— Marcelo Henrique São Felice e Marcos Cesar Ramires. A oitiva do vereador aconteceu no dia 9 de junho.

DEFESA – Ao usar a palavra na sessão de julgamento, o advogado de defesa Carlos Melo, invocando dispositivos do Regimento Interno e do Código de Ética, argumentou que houve cerceamento de defesa, o que implicava em nulidade do processo, além do que o Ministério Público já teria opinado pelo arquivamento e as partes haviam efetivado audiência de conciliação, precedida de retratação do vereador.

LINHA DE FRENTE – Acostumada, desde que nasceu, a ver a casa de sua família sempre efervescente por conta da atividade política de seus pais, a professora Gabriela Parini entrou oficialmente na luta. Na manifestação “Fora Bolsonaro” promovida no último dia 3, na Praça João Mariano de Freitas, ela não somente fez pronunciamento como foi uma espécie de mestre de cerimônias. Presentes, o ex-prefeito Humberto Parini e a ex-primeira-dama Rosângela não usaram a palavra, mas certamente ficaram orgulhosos do desempenho da filha.

ESTREANTE – Embora tenha intensa participação no cotidiano da subsede da Apeoesp de Jales, a dirigente Clair Scatena Jerônimo fez sua estréia em manifestações comunitárias. Ela foi uma das oradoras e mostrou que o sindicato dos professores está vivo.

FAMÍLIA – Registre-se também a participação ativa da professora Teresa Buso. Articulada desde que estudou na USP nos anos 70, Teresa, que atua em pastorais da Catedral, deu seu recado.Consta que José, um de seus filhos, que mora em São Paulo, é simpatizante do PSOL. A surpresa foi a presença do genro Henrique, ex-vereador, que sempre foi vinculado a partidos de centro-direita. O popular Macetão segurou faixas, usou o microfone e até chamou o presidente Bolsonaro de “genocida”.

VELHA GUARDA – O diretor de escola Luís Especiato e o professor universitário e assessor parlamentar Leo Huber, do chamado PT raiz, saíram da toca e foram para a praça fazer discurso contra Bolsonaro.


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