sexta 18 junho 2021
Geral

COVID-19: Estudo revela que região tem as mais altas taxas de óbitos do Estado

A região de São José do Rio Preto, na qual está inserida a microrregião de Jales, detém as mais altas taxas de óbitos do Estado de São Paulo.

Esta é a conclusão de estudo realizado pelo Departamento de Cartografia da Unesp, de autoria do Prof. Dr. Edmur Azevedo Pugliesi, englobando dados levantados até o último dia 1º de maio.

O pesquisador usou ferramenta de análise espacial para construir um mapa de Mancha Quente e Mancha Fria, que representa, em cores, os aglomerados de taxas de óbitos pela Covid-19.

Este estudo vem confirmar os termos de comentário que está sendo publicado pelo Jornal de Jales na edição de hoje, 9 de maio, a partir de pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria, contextualizando-a em termos locais. Editorial, página 1-2 - confira neste link: http://jornaldejales.com.br/noticia/nao-da-para-relaxar


Editorial

Não dá para relaxar

Em plena efervescência da CPI da Covid instaurada no Senado Federal para investigar os responsáveis pelas mais de 414 mil vidas perdidas e ainda sob o impacto da morte prematura do ator Paulo Gustavo, cujo falecimento enlutou o Brasil, é inevitável que se faça uma pequena reflexão sobre a ação do inimigo invisível e traiçoeiro.

Na última segunda-feira, dia 3 de maio, mesma data em que os senadores deram os primeiros passos para tirar a limpo quem tem culpa no cartório pelo morticínio, a Confederação Nacional da Indústria divulgou levantamento aterrador.

Conforme a CNI, três em cada quatro brasileiros perderam alguém para a Covid-19. Entre aqueles que conhecem alguém que morreu na pandemia, 53% disseram ter perdido um amigo, 25% um parente que mora em outra residência e 15% um colega de trabalho.

Tais números fazem parte da pesquisa “Os brasileiros, a pandemia e o consumo” e são indícios do impacto do coronavírus sobre as famílias.

O levantamento da CNI, realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, mostra que 75% dos brasileiros conhecem alguém que já morreu de Covid-19. Foram entrevistadas 2.010 pessoas com mais de 16 anos, nos 26 Estados e Distrito Federal entre 16 e 20 de abril.

A pesquisa mostrou ainda que 56% da população brasileira possui atualmente um medo “muito grande” ou “grande” da Covid-19. Os números são interpretados pelos analistas como um aumento da preocupação. E comparam: em julho do ano passado, quando a CNI patrocinou outro levantamento, a preocupação era de 47%.

Em 22% da população, o medo atual é classificado como “médio”e 9% como “pequeno” ou “muito pequeno”. Em julho do ano passado, 29% das pessoas diziam que o medo era “médio” e 10% era “pequeno” ou “muito pequeno”.

“Enquanto não houver uma vacinação em massa, a pandemia será motivo de grande preocupação para a população e continuará afetando o funcionamento das empresas, dificultando a retomada da economia”, afirmou o presidente da CNI, Roberto Braga de Andrade, em nota à imprensa.

Até onde a vista alcança, nenhum levantamento foi feito em Jales nos mesmos moldes, mas vale lembrar o que este jornal já noticiou. Desde que a pandemia foi reconhecida, em março do ano passado, houve 78 óbitos em 2020. Somente nestes primeiros quatro meses de 2021, os jalesenses choraram a perda de 108 entes queridos.

Por esta razão, embora aparentemente a Covid-19 esteja sob controle em Jales, com a campanha de vacinação atingindo faixas etárias que extrapolam o que se convencionou chamar de “grupos de risco”, não dá para relaxar, pois o inimigo ataca sem avisar.

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