domingo 17 outubro 2021
Especial

BAROLÉ: (ainda anda por aí) ... pescando literatura

 E.E.B

O JJ concedeu sempre a gentileza de fazer publicar o pensamento de diversos personagens, advindos de múltiplas tendências e estilos.

Um dos seus colaboradores deixou este plano de existência terrestre; mas seu pensamento e escrita ficarão e pretende continuar incomodando. Dono de um olhar agudo e uma observação minuciosa, sempre procurou trazer um olhar simples e objetivo em suas abordagens.

A proposta é compartilhar com os leitores e leitoras um pouco – ou muito – do que BAROLÉ leu ao longo de sua vida e como conexões foram geradas com outros(tras) personagens amantes da literatura.

Eclético lia de tudo, desde romances intensos, estórias extraordinárias, ficções estonteantes, contos instigantes, o que permitia compreender desde o humano universal ao ser mais simples e pitoresco.

Para não perder o estilo investigativo – que marcou boa parte de suas atividades profissionais – a cada texto produzido – a ideia são edições mensais – vamos sempre acrescentar um “literalizando”, uma mistura entre literatura e como isso pode ir “investigando”.

Mas esta série será inaugurada de uma maneira um pouco diferente: por aquilo que ainda não tinha sido lido pelo BAROLÉ, mas que estava na fila, já em compadrio com aqueles que dialogavam sobre a crítica literária do tema a ser apresentado nesta largada.

Trata-se de uma obra escrita por um brasileiro que ganhou projeção no cenário lusófono em razão da conquista de premiações em concursos literários, cujos críticos identificam na publicação temas universais de nossa aventura humana sobre a face da terra.

O desenrolar do romance procura demonstrar a realidade do semiárido do nordeste brasileiro, inspirado inclusive em autores e autoras da primeira metade do Séc. XX, cercados pelo regime escravocrata e de exploração de populações vulneráveis.

Narra a vida dos trabalhadores rurais de Água Negra, uma fazenda na região da Chapada Diamantina, interior da Bahia, onde não recebiam salário para arar a terra, apenas morada, em casebres de paredes de barro e telhado de junco (construções de alvenaria eram proibidas).

A essas pessoas era permitido apenas cultivar roças no quintal quando não estivessem plantando e colhendo cana-de-açúcar e arroz nas terras do patrão. Só ganhavam algum dinheiro quando vendiam na feira a abóbora, o feijão e a batata que cultivavam no quintal ou quando conseguiam a aposentadoria rural. Eram quase todos negros, descendentes dos escravizados libertos havia poucas décadas.

A obra deve ser “descoberta” no item (1) do nosso primeiro literalizando, que segue em formato de cruzadinha:

VERTICAL

1 – Obra recente de um escritor brasileiro.

3 – Conto de Clarisse Lispector.

HORIZONTAL

2 – Conto de Edgar Allan Poe.

4 – Romance de Mário Vargas Llosa.

5 – Conto de Oscar Wilde.

6 – Romance de José Saramago.


(Respostas: 1-Torto Arado/ 2- A Carta Roubada/ 3- Uma Barata/ 4- A Guerra do Fim do Mundo/ 5- O Gigante Egoísta/ 6- A Viagem do Elefante)


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