Artigo

ARTIGO ACADÊMICO: Paralisia Cerebral

Paralisia cerebral (PC) pode ser definida como transtornos que afetam o desenvolvimento de posturas e movimentos nos primeiros anos de vida, originados da encefalopatia crônica não progressiva. Essas desordens podem ser apontadas de maneiras sensoriais, perceptivas, cognitiva e também por meio das formas de comunicação. Sua origem pode ocorrer durante o período de perinatal, pós-natal ou pré-natal que tem uma maior incidência de surgimento (RIBEIRO, PORTO, VANDENBERGHE; 2013).

 O diagnóstico de PC é baseado em manifestações durante os primeiros 18 meses de vida, sendo analisado por um médico as alterações posturais e de movimentos do paciente. Pacientes com PC apresentam reflexos anormais e persistência de reflexos primitivos. Os profissionais que atender os pacientes com paralisia cerebral devem traçar objetivos e uma série de procedimentos para intervenção (DANTAS et al; 2010).

 Os comprometimentos neuromotor resultante da Paralisia cerebral, podem ser classificados de acordo com sua localização, sendo: tetraplegia, hemiplegia e diplegia. As desordens no movimento de classificação espástico, atetóide, atáxico ou misto ajudam na determinação da gravidade dos acometimentos e o grau de restrição da locomoção da criança podendo ser leve, moderada ou grave, também colaboram no momento de determinar atenção e cuidado para com esse paciente (ALMEIDA, CONCEIÇÃO; 2013).

 Levando em consideração as alterações posturais e de movimentos presentes nos pacientes com esta patologia, o tratamento fisioterapêutico é de extrema importância. O objetivo da fisioterapia é o ganho de força muscular, ganho de movimentos ativos, inibição dos movimentos primitivos, melhorando a capacidade de vida através da redução das incapacidades (FERREIRA, 2020).

 A Fundação Educacional de Fernandópolis possui suas Clínicas Integradas, contando com um setor específico de Fisioterapia Neurológica, que atende patologias neurológicas como: AVC, Alzheimer, Parkison e dentre elas a Paralisia Cerebral.

Coordenadora do curso de Fisioterapia: Luciana Marques Barros.

Professoras orientadoras: Rosana de Fátima Garbin e Grasiela Amato de Freitas Gomes.

Alunos: Flávia Ribeiro Alencar e Gabriele Garcia Camargo, 9º semestre de Fisioterapia – FEF (Fundação Educacional de Fernandópolis).

REFERENCIAS:

RIBEIRO, Maysa F. M.; PORTO, Celmo C.; VANDENBERGHE Luc. Estresse parental em famílias de crianças com paralisia cerebral: revisão integrativa. Ciênc. Saúde coletiva vol.18 no.6 Rio de Janeiro jun. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013000600022&lng=pt&tlng=pt. Acesso em 12 abr. 2021.

DANTAS, Meryeli S. A. et al. Impacto do diagnóstico de paralisia cerebral para uma família. Texto contexto - enferm. vol.19 no.2 Florianópolis Apr./June 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-07072010000200003&script=sci_arttext&tlng=pt. Acesso em 12. Abr. 2021.

FERREIRA, Cláudia P. Intervenção da fisioterapia em crianças com paralisia cerebral espástica: revisão bibliográfica. Disponivel em: <

http://hdl.handle.net/10284/9153>. Acesso em: 12. Abr. 2021.

ALMEIDA, Mayara S. CONCEIÇÃO, Tatiana M. A. Prevalência de sintomas álgicos, sobrecarga e qualidade de vida de cuidadores de crianças com paralisia cerebral. Journals Bahiana. Capa > v.3, n.1 (2013). Disponível em :< https://www5.bahiana.edu.br/index.php/fisioterapia/article/view/143/179>. Acesso em: 21 Abril. 2020.


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