domingo 28 novembro 2021
Contexto

A AUTORIZAÇÃO

A AUTORIZAÇÃO
dada pelo Ministério da Educação para que o Centro Universitário de Votuporanga instale o curso de medicina,o que deverá ocorrer até o final de ano,  objeto de matéria na edição de domingo passado do Jornal de Jales, poderia servir de inspiração para as principais lideranças da cidade, inclusive para os candidatos a cargos eletivos em outubro próximo.

EMBORA
todos digam em Votuporanga que a decisão do MEC foi eminentemente técnica, pautada    pelo cumprimento das exigências da burocracia de Brasília, a verdade é que a criação do curso de medicina na Unifev é parte de um processo muito mais amplo, fruto de visão de conjunto  da elite pensante daquela cidade.

O GRUPO
que assumiu o poder em Votuporanga em 2000, quando o atual deputado estadual Carlos Eduardo Pignatari (PSDB), o Carlão, elegeu-se prefeito pela primeira vez, o fez de maneira pragmática, consciente de que, se a cidade crescesse, todos ganhariam.

O JOGO
do ganha-ganha, na visão dos formuladores do projeto, seria ótimo tanto para os empresários, que teriam amplo campo para fazer crescer seus negócios, quanto para os cidadãos comuns, que não precisariam deixar a cidade em busca de emprego e renda.

ASSIM,
cada porção do grupo assumiu um segmento. Uma parte foi gerir a Unifev, que tem,hoje, mais de 40 cursos. Outra, à frente o atual prefeito Junior Marão, assumiu a Santa Casa, então caindo aos pedaços, transformando-a no que é agora — uma moderna organização social responsável pela gestão de órgãos governamentais como o AME. Um outro grupo investiu em empreiteiras de obras públicas. E por aí afora.

HOJE,
Votuporanga vive um incontestável boom de desenvolvimento e, a não ser que a cidade sofra um tsunami, estão  criadas as bases para que a população passe da casa dos 100 mil habitantes muito mais rapidamente do que se imagina.

E O QUE ISSO TUDO
tem a ver com a eleição de Jales? Muita coisa. Está claro que o formato do modelo de Votuporanga deu certo e não pode ser ignorado pelos candidatos à Prefeitura de Jales.Quem for o vencedor do pleito de outubro próximo deve ter como primeira atitude arquivar as diferenças, esquecer a tentação das retaliações e administrar a cidade com a cabeça e não com o fígado. Como fizeram os nossos vizinhos votuporanguenses...

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