Editorial

Voto não é brincadeira

 A sorte dos três candidatos a prefeito e vice e dos 108 postulantes a uma cadeira na Câmara Municipal está nas mãos de 38.520 eleitores inscritos para votar no município de Jales.

O esforço dos candidatos em campanha mais curta durante os últimos 45 dias batendo de porta em porta (em alguns casos, levando porta na cara) , fazendo minipalestras em empresas e panfletagem no corpo-a-corpo, respeitado o distanciamento social recomendado pelas autoridades sanitárias, dependerá dos que comparecerem aos locais de votação.

Ao contrário de países como os Estados Unidos, onde o voto não é obrigatório, no Brasil a ida às urnas é, ao mesmo tempo, direito dos eleitores e exercício de cidadania.

No caso das eleições municipais como a deste 15 de novembro, a responsabilidade do eleitorado, principalmente em cidades como do porte de Jales, é muito maior porque a escolha de candidatos vai ter impacto direto na vida de cada um nos próximos quatro anos.

Em primeiro lugar porque a Prefeitura, com seus mais de 1000 servidores quase todos concursados, é a maior empregadora do município e, portanto, força-motriz das engrenagens que movem atividades econômicas como, por exemplo, o comércio.

De outra parte, a cidade não cresce sem infraestrutura e incentivos às empresas já instaladas, missão que cabe ao Poder Executivo —leia-se prefeito, vice e os secretários por eles escolhidos para fazer a roda girar. Sem a máquina azeitada, fica tudo mais difícil.

Desnecessário mencionar , mas é fundamental que os 25% do orçamento reservados para a educação e os 15% para a saúde, como manda a Constituição, sejam aplicados em programas criativos e que saiam da mesmice.

Quanto aos vereadores, embora sejam alvos permanentes do mau humor e de críticas ácidas de segmentos da população, são muito importantes pois o exame de todos os projetos passa por eles que, além de discutir e aprovar leis, têm a obrigação de fiscalizar o cumprimento delas.

Por todas estas razões, as eleições municipais têm que ser encaradas como as mais importantes do calendário eleitoral, já que ninguém mora nos Estados e na União e sim nos municípios.

Logo, o ato de votar é uma oportunidade preciosa para que os moradores manifestem sua vontade soberana escolhendo candidatos que, por sua atuação na comunidade, preparo, vocação para a vida pública já tenham sinalizado fora da campanha condições de fazer a diferença.

Eleição municipal não é a escolha do mais simpático nem dos mais ricos e tampouco dos patrocinadores de churrascos, mas de homens e mulheres que, nos próximos quatro anos, levem em consideração, em primeiro lugar, o interesse público.