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Votar com lucidez e responsabilidade

Por Rivelino Rodrigues
30 de setembro de 2018
Rivelino Rodrigues
De fato, o futuro do Brasil está nas mãos dos milhões de nós, eleitores que iremos às urnas no dia 07/10/18 e não podemos errar novamente na escolha de nosso Presidente da República.
Vivemos à sombra de uma candidatura criada numa cela de prisão, cujo mentor intelectual está preso por crimes contra o Estado e é réu em outros tantos, com discurso de geração empregos, aquecimento da economia, acolher os pobres e aumentar os direitos das minorias, porém, fica a pergunta: Porque não fizeram em mais de 13 anos de poder?
O mentor intelectual dessa candidatura e ídolo de muitos, inclusive de intelectuais e formadores de opinião, tem como “parceiros” de cadeia as principais lideranças da sigla partidária, e outras que certamente farão parte desse seleto rol de condenados.
Falando diretamente ao Bispo Diocesano de Jales, que assinou matéria publicada domingo passado nesse importante Jornal com título “Votar com Lucidez”, ao afirmar que “São escandalosas as posturas alienadas de muitos cristãos e as adesões a um candidato à presidência que dissemina violência, ódio, racismo, homofobia e preconceito contra mulheres e pobres”, observo o seguinte;
1) Alienados são aqueles que seguem uma estratégia de poder ditatorial encabeçada por um presidiário;
2) Escândalo foi o “Petrolão”, tido e havido por muitos como o maior saque aos cofres públicos da história da humanidade, protagonizado por uma quadrilha que infelizmente, seus componentes são admirados por muitos;
3) Dissemina a violência: Por acaso Vossa Excelência Reverendíssima sabe quantas pessoas são assinadas por dia no Brasil? Vivemos uma guerra civil maior que todas do planeta juntas.
4) Preconceito: Já é tempo de pararmos de discutir direitos e começar a falar em deveres, obrigações e responsabilidades.
Quanto ao folheto que conclama os eleitores a “uma participação mais consciente e responsável nas eleições”, acho que a Diocese deveria lançar também outro folheto apontando quais são os candidatos limpos e quais os condenados ou com processos em andamento, conhecidos como “ficha suja”.
Ao falar do apoio as classes trabalhadoras que os candidatos devem apresentar, o partido que governou o país por mais de 13 anos, com o sério propósito de tirar o povo da miséria e gerar empregos, porque não o fez? Temos hoje mais de 13 milhões de desempregados e grande parte das famílias endividadas acima de sua condição de honrar os compromissos.
Outro tema abordado na matéria que me chamou a atenção foi o de que “o critério do candidato ser do município ou da região não é prioritário”. Sabe o que acho. Que o voto deveria ser distrital, pois quem vive a nossa realidade e sabe de nossas demandas pode fazer muito mais, aliás, acho que a escolha do Bispo também fosse da mesma forma, entre os padres da Diocese.
Importante que se diga que as falas devem envolver também a classe empresarial, que é a grande geradora de empregos, esses que são prometidos por muitos candidatos, mas ninguém menciona uma só palavra voltada à redução da carga tributária, das pressões do Estado em cima de empresários, da burocracia e de uma legislação trabalhista que já deveria ter sido revista há décadas. Sugiro também que a Diocese e a CNBB pense nos empresários, profissionais liberais, autônomos, que carregam esse Brasil nos ombros, gerando emprego e pagando os custos de todos os programas e projetos sociais, fora aquilo que foi desviado, como no Mensalão, Petrolão, BNDES entre outros.
O destino do Brasil está conosco e não devemos transformar nosso país numa república socialista, que é uma das estratégias do partido daquele famoso presidiário e de seus lideres maiores. Aliás, por falar em líder, a presidente nacional do PT, disse nesta semana que “defende o indulto do prisioneiro famoso”.
Aos que defendem o socialismo deixo a dica: Que tal dividir seus bens e propriedades, começando pelo quintal de seu palacete localizado em área central do município, cujas dimensões são superiores a meia quadra.

Rivelino Rodrigues
(Professor universitário e empresário)