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Viajar para o exterior virou problema, afirma jalesense

O fato de ser verão no Brasil e o coronavirus não se adaptar ao calor significa que o problema no país ainda não causa muita preocupação, ao contrário do que acontece com outros vírus que se espalham todo ano, exigindo maior atenção da população e das autoridades de saúde. As atenções devem estar voltadas para o inverno quando ele mais se prolifera.
É o que afirma o empresário Alexandre Alves Rensi que na edição passada do Jornal de Jales falou desde Varona, na Itália, onde passa metade do ano com sua esposa Rosângela e deu novo depoimento ao retornar daquele país para ficar alguns meses na cidade. 
Na Itália, onde o vírus já avançou mais, a situação é bem diferente. Tanto que ele pretendia viajar no dia 12 de março, mas resolveu antecipar para o dia 1º, por precaução, pois temia que os voos para o norte do país poderiam ser suspensos, o que acabou acontecendo exatamente um dia depois que ele viajou. Esses cancelamentos estão ocorrendo cada vez mais em várias partes do mundo, dificultando a vida de quem precisa viajar.
PARADEIRA
O aumento dos casos também fez com que muitas atividades que o casal gosta de frequentar ficaram suspensas, em locais como cinemas, teatros, futebol, show, óperas, vários restaurantes e outros ambientes fechados, tornando a cidade quase um isolamento.
Rensi já previa que o vírus chegaria à Europa quando viajou em janeiro, tanto que levou na bagagem álcool gel e máscaras, como prevenção, pois a Itália é um dos países que mais recebem turistas e muitos podem transmitir a doença.

TRANQUILIDADE
O coronavirus chama a atenção, mas não deve preocupar mais que outras doenças típicas de inverno, com sintomas parecidos, como as gripes que matam muito mais, mesmo com as vacinas, como afirmou Rensi. Os cuidados para se evitar também são os mesmos, se protegendo, principalmente em locais públicos e nos contatos com as pessoas.
No Brasil a situação ainda é de tranquilidade, pois ele percebeu que ao desembarcar não havia controle de quem chegava, ao contrário do que está acontecendo em outros países, mesmo com muitos turistas que vieram para o carnaval.
“Esse vírus está chegando, mas não é motivo de tanto alarme, não é uma peste negra”, diz em tom de brincadeira, mesmo porque há casos de portadores que tiveram contatos próximos com muitas pessoas que não se contaminaram. Em resumo, prevenir sim, mas sem exageros.

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