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VAR: absoluto e inegável

por Lucas Rossafa
22 de abril de 2018
Lucas Colombo Rossafa
A cada domingo, fica mais evidente a necessidade do árbitro de vídeo (VAR) no futebol brasileiro. Embora os cartolas insistam em refutar tal tese, está claro, lúcido e transparente que a tecnologia precisa ser introduzida à modalidade.
O argumento de que este recurso atrasa o andamento da partida é totalmente falho. Afinal, em questão de segundos um lance pode ser analisado e resolvido de forma justa. Um pênalti mal apitado ou uma marcação incorreta pode custar milhões aos cofres de um clube. Uma vitória ou um título são separados apenas por uma linha tênue. Seria possível precificar o prejuízo de um gol mal anulado que impediu a classificação à Copa Libertadores?
 É inegável que os custos da implantação do vídeo deveriam ser assumidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), entidade milionária do país. Como isso ainda não acontece, é obrigatório que os dirigentes tenham sensatez para entender que tal investimento pode trazer retorno – ou evitar perda de dinheiro – sem ser visto como um custo desnecessário. Afinal, o preço pago por “bicho” aos jogadores em confrontos decisivos ultrapassam a margem de R$ 50 mil, valor estipulado por partida aos participantes da Série A.
É praticamente impossível entender que um mandatário, sem titubear, acredite que dois olhos humanos são 100% eficientes, com capacidade para julgar, de maneira pormenorizada, cada detalhe de um lance capital. Não à toa, esportes como tênis, vôlei e futebol americano já aderiram ao uso da máquina e nenhum dos problemas frequentes são vistos – até porque a tecnologia não erra.
Não há motivos para recusar o árbitro de vídeo por conta do possível fim das polêmicas no futebol. Elas sempre vão existir e, às vezes, deixam o futebol mais charmoso. Cabe decidir se as discussões sobre quem está certo ou errado vai perdurar minutos em uma mesa de bar ou semanas durante as programações esportivas na televisão.

Lucas Colombo Rossafa
(jalesense, aluno do 4°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 
Twitter @lucas_rossafa