Arquibancada

Vantagem singular

Chegou o dia, torcedor. Hoje, Santos e Osasco Audax decidem o Campeonato Paulista de 2016. Após o empate em 1 a 1 e uma semana livre para treinamentos, o Peixe entra em campo para levantar a 22ª taça estadual, enquanto os osasquenses tentam um título inédito. 
O time de Fernando Diniz já fez história. Mas não quer parar por aí. No duelo de Osasco, Mike, o mais habilidoso do time, fez a diferença. Emprestado pelo Internacional, o camisa 7fez gol e deu trabalho em jogadas individuais, principalmente pelo lado direito do ataque. O goleiro Sidão, também, merece destaque: foi o responsável por evitar um placar negativo no jogo de ida.
Já o time santista não é confiável. O sistema defensivo, apesar do número razoável de gols sofridos no ano (18), não passa segurança ao torcedor. Gustavo Henrique, por exemplo, não faz boa temporada. O zagueiro se mostra inseguro, faz muitas faltas e erra nas saídas de bola, o que não era tão comum até 2015.
O placar em Osasco, dependendo da ótica, pode ser lamentado. Foram dois pênaltis ignorados pelo árbitro – sobre Gustavo Henrique, mais claro, e Ricardo Oliveira, um em cada tempo – e inúmeras chances desperdiçadas, inclusive duas bolas na trave. Por outro lado, mostrou poder de reação, mesmo sem Lucas Lima, e trouxe um empate para a Baixada.
O Santos entrou em campo com uma estratégia diferente da que tem utilizado desde o começo do ano, e viu resultado. Para atrapalhar o adversário, que não costuma dar chutões, Dorival Júnior decidiu recuar o time e não ficar tanto com a bola. A opção possibilitou que o Audax tivesse a bola em seu próprio campo, porém, quando ia ao ataque, encontrava as linhas santistas próximas e compactas. Agora, em casa, é momento de pressionar o Audax, evitando chutões e ligações diretas entre defesa e ataque.
Desde 3 de abril de 2011, quando foi derrotado pelo Palmeiras por 1 a 0, o Alvinegro não perde em seus domínios pelo Campeonato Paulista. Até então, disputou 43 partidas na Vila Belmiro, com 35 vitórias e oito empates. Foram 104 gols marcados e 29 sofridos. Uma marca absurda, a maior de sua história.
As estatísticas, entretanto, não entram em campo.Um novo empate leva a decisão às penalidades, assim como nos dois últimos anos. Espero outro confronto equilibrado, mas com uma vantagem a favor do Peixe: decidir em casa, nada mais do que isso, apesar do retrospecto recente.
Lucas Colombo Rossafa
(jalesense, aluno do 2°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 

Desenvolvido por Enzo Nagata