Contexto

UMA SEMANA antes da realização da 14ª Feira do Agronegócio da Uva e do Mel, a Estação Experimental de Viticultura Tropical da Embrapa de Jales promoveu vários encontros...

UMA SEMANA 
antes da realização da 14ª Feira do Agronegócio da Uva e do Mel, a Estação Experimental de Viticultura Tropical da Embrapa de Jales promoveu vários encontros, reunindo produtores e técnicos da CDRS (antiga CATI) sobre o manejo das novas cultivares (espécies melhoradas com novas características) de uvas de mesa (BRS Vitória, BRS Núbia e BRS Isis) desenvolvidas pela empresa.

HAVIA
necessidade desse tipo de programação porque, segundo o supervisor da Embrapa, João Dimas Garcia Maia era preciso ensinar como manejar bem essas cultivares e saber qual o ponto certo de colheita para atender o mercado e estimular o consumo das mesmas em função de melhor sabor e doçura.

A PROGRAMAÇÃO 
incluiu três palestras no Sindicato Rural, para os produtores de Jales e Urânia e no final houve degustação de duas amostras de uvas de cada variedade, uma mais verde, com o teor de açúcares exigidos pelo MAPA para a comercialização e outra com as uvas no ponto ideal de colheita, bem mais doce, quando há um destaque para o sabor.  

O PROBLEMA
é que alguns produtores que já tem plantios das novas cultivares estão colhendo antes de terminar a maturação, colocando em risco a aceitação pelo mercado e podendo prejudicar a fama das uvas de mesa da região de Jales, pois nesses casos elas não atingiram o ponto ideal de colheita quando não estão com a cor bem definida da variedade, com acidez elevada e às vezes com adstringência na casca e baixo teor de açúcares. 

O EVENTO
teve ainda um dia de campo em Marinópolis, com a participação dos pesquisadores Reginaldo Teodoro de Souza,  Rosemeire de Lellis Naves, João Dimas Garcia Maia e os técnicos da CDRS Gilberto Pellinson (EDR-Jales), Adélia (CDRS de Palmeira Doeste) e Nédison, da CDRS de Marionópolis. 

A EMBRAPA
já percebeu que tradicionais produtores de uvas do grupo Itália (Itália, Benitaka e Brasil) vem mudando gradativamente seus vinhedos para as cultivares da empresa, pelo menor custo de produção, com menos demanda de mão de obra e de fungicidas. Segundo Carlos Tineli, da propriedade de Marinópolis, a economia de mão de obra é de 25% a 30 %, além de alcançar maior preço de mercado. 

QUANDO
essas cultivares se destacam na Feira da Uva e do Mel, percebe-se que a produção regional de uvas finas de mesa volta a ser um bom negócio, desde que devidamente cultivadas e principalmente colhidas de forma adequada e no tempo certo, para agradar o consumidor. Não foi outro o motivo da programação desenvolvida pela Embrapa. (Luiz Ramires)  

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