Arquibancada

Um título para a história

A genialidade de Neymar, o brilho de Paulo Henrique Ganso e o comando vencedor de Muricy Ramalho. Esse foi o Santos tricampeão da Libertadores em 2011, a melhor equipe paulista da década e um dos melhores time do futebol brasileiro no século XXI.

Há 48 anos sem saber o que era conquistar o principal título da América – o último tinha acontecido em 1963 na geração de Pelé– o Peixe entrou na Libertadores de 2011 como um dos favoritos, mas encontrou enormes dificuldades no início.

Na fase de grupos, o Alvinegro chegou a penúltima rodada com apenas cinco pontos após começo irregular com Adilson Batista e uma partida com Marcelo Martelotte como técnico interino. O confronto decisivo era contra o Cerro Porteño, líder do grupo, e o Santos não tinha Elano, Neymar e Zé Eduardo, suspensos após serem expulsos no confronto anterior diante do Colo-Colo.

No primeiro jogo de Muricy na competição, uma derrota em Assunção era sinônimo de eliminação para os brasileiros, porém Ganso fez partida magistral, Danilo e Maikon Leite foram decisivos, e o Peixe derrotou os paraguaios por 2 a 1, no confronto que marcou a arrancada da equipe rumo ao título.

Na sequência, o Santos garantiu classificação em segundo lugar para as oitavas de final e eliminou o América-MEX com atuação brilhante de Ganso no jogo de ida e partida heroica de Rafael no confronto no México.

As quartas de finais foram diante do Once Caldas e, mesmo sem Ganso lesionado, as grandes atuações de Neymar garantiram o time entre os quatro melhores do continente. A semifinal foi o momento do reencontro com o Cerro Porteño que mais uma vez não foi páreo para o Peixe ainda desfalcado de Ganso, mas com o brilho garantido de Elano, Neymar e Zé Eduardo.

O adversário da final foi o pentacampeão Peñarol e os meninos da Vila garantiram um empate no caldeirão do estádio Centenário. No Pacaembu lotado, Ganso estava de volta, mas Neymar e Danilo brilharam e fizeram os gols do título na vitória por 2 a 1.

O Santos de 2011 marcou época e provou que a mescla entre juventude e experiência é capaz de garantir o sucesso na Libertadores. A defesa era impecável com Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo. No meio, Adriano se complementava com Arouca, enquanto Elano e Ganso faziam a bola chegar com qualidade na frente. No ataque, Zé Eduardo passava longe de ser um grande jogador, mas cresceu ao lado de um craque como Neymar, sob comando de Muricy.

Em mais uma das reprises já tradicionais durante a quarentena, a Globo transmite neste domingo, às 16h, o confronto entre Santos e Peñarol na final da Libertadores de 2011.

Eduardo Martins  

 (jalesense, aluno do 4° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 

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