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Um novo torneio

por Lucas Rossafa
12 de fevereiro de 2017
Famosa por propiciar aos times de menor expressão do futebol brasileiro a oportunidade de derrubar gigantes, a Copa do Brasil começou com 80 participantes e comuma grande novidade no regulamento. Ainda com o formato de mata-mata, a competição chega com a decisão em jogo único nas duas primeiras fases, obrigando os times mais tradicionais a definirem a classificação fora de casa.
Outra mudança que merece destaque em 2017 é a duração. Com início em fevereiro, a atual edição não vai terminar no final do ano, e sim em 12 de outubro. As oitavas de final, ainda, marcam a entrada das equipes que disputam a Copa Libertadores da América, além dos campeões da Copa do Nordeste, Copa Verde e Série B da temporada passada, uma espécie de prêmio extra.
A medida adotada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) agrada, já que torna o torneio mais democrático. Com apenas um mês de trabalho, os principais clubes ainda buscam encontrar a melhor forma técnica, tática e física. Em contrapartida, as agremiações de menor destaque já treinam desde o último bimestre de 2016 e, apesar da diferença técnica, podem surpreender, pois atuam em casa, com apoio do torcedor.
Além disso, ao contrário das edições anteriores, os considerados favoritos não vão ter o direito de levar um time reserva para a partida. Antes, como havia a possibilidade de decidir em casa caso não vencesse por dois ou mais gols de diferença nas duas primeiras fases, até os auxiliares técnicos ficavam à beira do gramado. Agora, como é matar ou morrer, essa possibilidade inexiste e aumenta o nível de competitividade.
O que se esperar desta edição? Um torneio bem mais difícil e equilibrado, com calendário mais apertado – sobretudo àqueles que disputarem a Copa Libertadores da América e a Copa do Brasil simultaneamente – e, claro, mais zebras. (L.R.)