Justiça

TRIBUNAL DE JUSTIÇA

O advogado Clayton Pereira Colavite, presidente da Comissão de Ética da Subseção de Jales da Ordem dos Advogados do Brasil, acusado de homicídio  contra  seu cliente, o pecuarista e comerciante João Antonio Padula, na noite de 8 de junho,  completa hoje, dia 19, seu 10º dia cumprindo prisão preventiva decretada pelo juiz Adilson Balotti, da 5ª Vara da Comarca de Jales.
O Jornal de Jales apurou que o  advogado está  recolhido a uma sala especial do presídio de Araraquara, ao lado  de mais três advogados e um dentista.
Mesmo argumentando que Clayton  é primário, de bons antecedentes, tem endereço e trabalho definidos e agiu em legítima defesa, usando uma caneta e um martelo para  se desvencilhar  da vítima, que lhe aplicara uma “gravata” , os advogados Cid Vieira de Souza Filho, presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB/SP, e Aislan de Queiroga Trigo, presidente da Comissão Estadual de Assistência Judiciária, não conseguiram  a revogação, em medida liminar,do decreto de prisão preventiva .
Ao indeferir o pedido, o desembargador  Vico Mañas, relator do processo na 12ª Vara Criminal  do Tribunal de Justiça, justificou que “a antecipação do mérito do habeas-corpus exige que a ilegalidade do ato impugnado seja flagrante, de molde a justificar a imediata supressão de seus efeitos, o que não sucede na hipótese dos autos”.
Assim, a sorte de Clayton será decidida pelo conjunto dos desembargadores que compõem a 12ª Câmara Criminal, cinco no total. 
Em Jales, a esmagadora maioria da opinião pública define o homicídio como uma “fatalidade”,pois advogado e cliente tinham boas relações e Clayton, de 32 anos, que nasceu e foi criado em Jales, sempre foi tido e havido como uma pessoa calma e de conduta absolutamente ilibada.
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