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Tendências tecnológicas: o grafeno como matéria-prima nas organizações

Por Prof. Me. Lúcio Lombardi Teixeira Nunes
16 de fevereiro de 2020
Prof. Me. Lúcio Lombardi Teixeira Nunes
O grafeno, composto por átomos de carbono, é considerado como uma grande tendência tecnológica. Por ser de fácil manuseio, elástico, com propriedades elétricas e óticas e o mais fino e maior condutor existente, pode ser aplicado a vários setores da indústria. Devido a suas propriedades, é visto como uma das soluções para a substituição de matérias-primas em escassez e redução de custos da indústria e, consequentemente, dos preços ao consumidor final.
 Esse material revolucionário foi descoberto no ano de 1947 pelo físico Philip Russel Wallace, que investia em estudos teóricos sobre ele. Em 1962, os químicos Hofmann e Boehm deram nome a essa nova descoberta, unindo a palavra “grafite” e o sufixo “eno”. Em 2004, os físicos Geim e Novoselov apresentaram o grafeno ao mundo utilizando uma fita adesiva. Esse feito foi considerado incrível, visto que, até então, era impossível conseguir uma amostra do material para realizar estudos e testes.
 Devido a suas inúmeras possibilidades de utilização, o grafeno é, atualmente, supervalorizado no mundo da tecnologia. Seu uso é projetado para diversos dispositivos e já está sendo aplicado em alguns produtos comercializados por diversos países. É um material leve, 100 vezes mais rápido que o silício, 200 vezes mais forte do que o aço e tem diversas características ópticas e térmicas que são favoráveis a diversas aplicações, como desintoxicação e filtragem da água, isolamento de tumores- já que o material inibe o suprimento de oxigênio e nutrientes em torno da célula doente, e produção de embalagem de alimentos que inibe o crescimento de microrganismos, entre outras. Tais aplicações podem baratear custos e apresentar resultados mais efetivos. 
O grafeno é uma das matérias-primas sobre as quais se investe arduamente em pesquisas, visto seu vasto potencial de soluções para as necessidades mercadológicas. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento promovidos por universidades caracterizam-se no conceito de tripla hélice do desenvolvimento, o qual integra organizações empresariais, poder público e instituições de ensino, as quais geram inovação em prol do desenvolvimento do país nos âmbitos científico e tecnológico. Nos últimos 10 anos, aumentaram-se as pesquisas relacionadas ao material, o que fez com que diversas empresas registrassem patentes ligadas a ele.
Portanto, o grafeno, com suas inúmeras utilidades, tem potencial para ser um dos principais materiais por trás das tecnologias do futuro e para movimentar a economia do país, contribuindo para a abertura de novos empreendimentos, para a internacionalização de empresas por meio de diversos processos modernos de integração cultural, comercial e econômica, e, dessa forma, para o desenvolvimento socioeconômico nacional. Se realizados de forma profissional, levando em conta as oportunidades e ameaças do ambiente de negócios, esses processos podem gerar diversas vantagens, como o aumento das receitas, ganhos de reputação e competitividade, além de ampliar as redes de relacionamento da empresa. 

Prof. Me. Lúcio Lombardi Teixeira Nunes
Docente Fatec Jales
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