Editorial

Tempos de esperança

Sem pompa nem circunstância características de solenidades desta natureza, Luís Henrique Moreira (PSDB) tornou-se oficialmente prefeito de Jales. Ele foi empossado anteontem, 1º de janeiro, no Plenário Tancredo Neves da Câmara Municipal.

Com ele, na mesma cerimônia, sem festa em obediência aos protocolos sanitários decorrentes destes estranhos tempos de pandemia do coronavírus, foram investidos em suas respectivas funções a vice-prefeita Marynilda de Lourdes Cavenaghi Nacca (PP), bem como os vereadores Ricardo Alexandre Fernandes Gouveia (PP), Enfermeira Carol Amador (MDB), Rivelino Rodrigues (PP), Andrea Cristina Moreto Gonçalves (Podemos), Elder Garcia Mansueli (Podemos), Bismark Jun Kuwakino (PSDB), Vanderley Vieira dos Santos-Delei (DEM), Hilton Marques (PT), Bruno de Paula (PSDB) e João Valeriano Zanetoni (PSD).

Como ensinam os preceitos democráticos, a conquista de mandatos eletivos é um verdadeiro exame vestibular, desses de nota de corte altíssima, por onde passam apenas uns poucos privilegiados.

No caso de Jales, a prova foi duríssima, especialmente na eleição para vereador —10,8 candidatos para cada vagas.

Trocando em miúdos e sem maiores delongas: ninguém se torna prefeito, vice-prefeito e vereador simplesmente porque quer. Se conseguiu chegar lá não foi por acaso. Na condição de candidatos, os eleitos certamente reuniram méritos necessários para obter a consagração na urna eletrônica.

Políticos mineiros das antigas costumavam definir situações como essas de maneira límpida e cristalina, recorrendo, para isso, em linguagem bem simples, a uma metáfora absolutamente irretocável. Diziam eles: “jaboti não sobe em árvore. Se está lá, alguém pôs”.

Ou seja, os 10 vereadores, prefeito e vice empossados anteontem são produtos perfeitos e acabados da vontade popular, queiram ou não aqueles outros 108 candidatos à Câmara Municipal e os outros dois postulantes ao Executivo que não conseguiram os tão almejados mandatos.

Caberá a eles, exercer os respectivos mandatos com zelo, mostrando serviço—o prefeito governando para todos e os vereadores fazendo o que lhes cabe, ou seja, legislando e fiscalizando.

Que o Senhor dos mundos os ilumine e os guie no caminho do interesse público. Se assim fizerem, daqui a quatro anos o povo lhes dará a resposta adequada.


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