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Tecnologia: uma diretriz para a educação do futuro

Por Prof. Vanessa Silva
09 de fevereiro de 2020
Prof. Vanessa Silva
A tecnologia fez com que as pessoas mudassem muitos comportamentos na vida cotidiana: a maneira como compram, a forma como se interessam pelos assuntos hodiernos e até mesmo o modo como exercem sua cidadania. No cenário atual, chegou o momento de a tecnologia mudar a forma como ensinamos e aprendemos, visto que os dispositivos tecnológicos fazem parte do nosso cotidiano dentro e fora da escola. Justamente por disporem de um mundo externo atrativo no que diz respeito ao entretenimento e outros aspectos, o trabalho em sala de aula de forma tradicional já não é mais suficiente para jovens considerados “nativos digitais”, os quais recebem essa denominação por estarem cercados de tecnologia desde o primeiro dia de vida. 
Estão à disposição dos professores, também inseridos nesse meio, plataformas digitais de aprendizagem que avaliam o aluno em tempo real e, a partir de suas necessidades, sugerem estudos personalizados conforme seu ritmo de estudo e assimilação, garantindo, assim, que cada pessoa siga no seu ritmo e a partir de seus interesses. Além disso, essas plataformas apoiam o professor, permitindo que ele crie estratégias pedagógicas, e fazem com que a educação esteja disponível a qualquer hora e lugar dentro dos mais diversos contextos escolares. Os dispositivos tecnológicos, como redes de internet, celulares e computadores, permitem muito mais engajamento dos estudantes que já estão imersos no mundo digital.
A tecnologia aproxima muito os alunos do século XXI do universo escolar e, também, os prepara para a vida, visto que o mercado de trabalho, por exemplo, demanda, muitas vezes, de conhecimentos sobre a área da tecnologia. Entretanto, é necessário cuidado para não apenas substituir a aula convencional por recursos tecnológicos, como trocar a lousa tradicional pela digital, a aula por videoaula. É preciso que o professor atue como mediador e ensine de maneira criativa, aproveitando o potencial tecnológico e incentivando o aluno a criar, colaborar, refletir e expressar suas ideias. Com essa prática, o estudante é convidado a ser ator na construção do seu conhecimento e protagonista do seu processo de aprendizagem. 
Como disse José Manuel Moran, em entrevista realizada em 2001, “o grande desafio é motivar os alunos a continuar aprendendo mesmo quando não estão dentro de uma sala de aula”. É certo que os estudantes nascidos no século XXI têm um contato quase que imediato com as tecnologias, entretanto é preciso entender como aplicá-las ao âmbito educacional - o que também se caracteriza como uma grande missão. Com o apoio das ferramentas digitais, as aulas tornam-se mais atraentes, a interação entre aluno e computador facilita a memorização e a assimilação dos conteúdos, além de outras vantagens. Ao professor, cabe a tarefa de buscar metodologias que envolvam o aluno em uma aprendizagem mais significativa e prazerosa. 
A escola, portanto, tem de estar cada dia mais alerta para aproximar o aluno de sua própria realidade, desenvolvendo, para isso, formas alternativas e atrativas de aprendizagem para que o processo de adquirir conhecimento não se consolide como algo maçante e tecnicista. É importante que, cada vez mais, o ambiente escolar desfrute do fato de o aluno já nascer inserido em um ambiente digital e em contato constante com a tecnologia.

Prof. Vanessa Silva
Docente Fatec Jales – fatecnologia@fatecjales.edu.br