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SUCATEAMENTO – A falta de pessoal na área da Delegacia Seccional de Polícia de Jales, que engloba 22 municípios, assunto que mereceu editorial do Jornal de Jales e movimentação das entidades que compõem o Fórum da Cidadania, não é caso específico de nossa região.

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18 de dezembro de 2017
Jurista Luiz Flávio Gomes, na Central de Polícia Judiciária de Jales, recebido pelo delegado Edson Sakashita e pelo seccional Charles Winston de Oliveira
SUCATEAMENTO – A falta de pessoal na área da Delegacia Seccional de Polícia de Jales, que engloba 22 municípios, assunto que mereceu editorial do Jornal de Jales e movimentação das entidades que compõem o Fórum da Cidadania, não é caso específico de nossa região. Na opinião do renomado jurista Luiz Flávio Gomes, que esteve em Jales na terça-feira, dia 12 de dezembro, os governos estaduais brasileiros, com raríssimas exceções, estão sucateando completamente as polícias investigativas, ou seja, a polícia civil Por esta razão, antes do encontro com os advogados na Câmara Municipal, ele fez questão de passar pela Central de Polícia Judiciária de Jales para hipotecar solidariedade.

BICADA – LFG, sigla pela qual o jurista é conhecido, foi direto ao ponto em relação ao Estado de São Paulo. “O governo dos tucanos acabou com a Polícia Civil. Ela investiga pouco porque não tem recursos, nem sequer aumentos o governo tem dado aos policiais. É preciso restaurar a capacidade investigativa das polícias para que se possa cumprir o império da lei”, acrescentou. 

CARA NOVA – A imprensa brasileira, especialmente a paulista, observou que o governador Geraldo Alckmin, ao ser ungido sábado, dia 9, presidente nacional do PSDB, recebeu o apoio explícito do prefeito João Dória, mas não assumiu compromisso de apoiá-lo para governador. Consta que Alckmin anda pensando em uma cara nova para a sua sucessão. Um dos nomes cogitados é o do cientista político Luís Felipe D’Avila, filiado ao partido. 

BEIRADAS – Percebe-se que o novo tucano anda comendo pelas beiradas.  Recorde-se que quando a deputada estadual Analice Fernandes ocupou a presidência da Assembléia Legislativa, há dois meses, D’Avila foi visitá-la, levado pelo secretário-geral César Gontijo, que conhece o caminho das pedras no âmbito interno do  PSDB. 

ARQUIVAMENTO- Quem circulou pelos corredores da Câmara Municipal de Jales na semana anterior a esta que passou teve a atenção despertada  pela cópia do arquivamento de uma representação  aberta no âmbito do Ministério Público de Jales, devidamente afixada na porta do gabinete do Diretor de Secretaria.  O parágrafo relativo ao arquivamento estava com marca-texto

FOGO AMIGO – A coluna apurou que, na verdade, o arquivamento tinha a ver com uma guerra entre servidores dos poderes Executivo e Legislativo. Em resumo, e fugindo ao juridiquês,  a turma da Prefeitura  questionava o fato de que os “companheiros” da Câmara, executando as mesmas funções, tinham melhor remuneração. Por isso decidiram bater às portas do MP, o que gerou uma representação que foi parar em São Paulo.

JURISPRUDENCIA-  Citando Eros Grau, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, e outros dois juristas de ponta,  José Afonso da Silva e Carlos Henrique Maciel, o Procurador de Justiça Wallace Paiva Martins Filho encontrou os fundamentos que o levaram a pedir o arquivamento da representação, relatório este acolhido pelo Subprocurador-Geral de justiça. Nilo Salgado Filho.

DEFESA – A defesa da legalidade do valor dos vencimentos dos servidores de carreira da Câmara Municipal foi feita pelo procurador jurídico Rodrigo Murad Vitoriano, também concursado, empossado no início da atual legislatura. Consta que a defesa consumiu  cerca de 500 páginas.

ANDAR DE CIMA- Carlos Roberto Cardoso da Silva voltou aos bons tempos em que pertencia ao primeiro escalão da política jalesense, período no qual chegou a presidir a Câmara Municipal. No último final de semana, mais exatamente no dia 9,  Cardosão desembarcou em Brasília na condição de delegado à convenção nacional do PSDB, tendo votado no governador Geraldo Alckmin para o comando do partido.

CAPA PRETA – Registre-se que na região compreendida entre Rubinéia e Mirassol, só Cardoso teve direito a voto na convenção. Tucanos de Fernandópolis e Votuporanga ficaram fora. Como ele, só os companheiros de São José do Rio Preto.

FORA AÉCIO – Cardoso, que também é presidente do Diretório Municipal do PSDB, disse à coluna ter ficado impressionado com o nível de rejeição dos membros do partido ao senador Aécio Neves, que era presidente até ser flagrado em conversas pouco republicanas com o empresário Joesley Batista,  quando pediu um capilé de R$ 2 milhões para pagar advogados. Segundo Cardoso, o senador mineiro foi muito vaiado sem que seu nome sequer tivesse sido anunciado. E mais: que ele nem conseguiu ter acesso à convenção, voltando da porta do local do encontro dos tucanos.