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Soltar pipa fica muito perigoso com a linha chilena, adverte delegado

Ao contrário do que muitos pensam, a linha chilena é capaz de romper cabos de distribuição de energia, colocando vidas em risco.
26 de janeiro de 2020
Apesar de proibida, a linha chilena vem sendo usada cada vez mais nas disputas de pipas
Se soltar pipas com cerol é perigoso, com a linha chilena é muito pior. A advertência é da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), em ofício encaminhado ao Deiter – 5 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) de São José do Rio Preto e que está sendo repassado para as Delegacias Seccionais, informando sobre os riscos à população e os danos à rede elétrica, provocados pelo uso desse material. 
O delegado seccional de Jales, Charles Wiston de Oliveira confirmou que os riscos são grandes e que as polícias Civil e Militar estão preocupadas em impedir o uso desse material para evitar acidentes, principalmente contra motociclistas que são as principais vítimas dessa situação
No Estado de São Paulo a venda e uso dessas linhas são proibidos por leis de 1998 e 2006. Apesar da proibição também em outros estados, não é difícil encontrar sites de lojas vendendo a linha chilena informando que ela é muito mais cortante que o cerol.

PERIGOS
A empresa informa que a linha chilena tem poder de corte quatro vezes superior ao cerol, transformando a brincadeira de soltar pipa em um grande perigo que pode ser fatal. Explica que esse tipo de linha que vem ganhando um número cada vez maior de adeptos é composto de quartzo moído e óxido de alumínio que multiplicam o poder de corte facilitando o rompimento da linha do adversário.
O risco, segundo a empresa, é tão grande que os usuários, na maior parte das vezes precisam cobrir seus dedos com esparadrapo para não ferir as próprias mãos quando manuseiam a linha. 
Ao contrário do que muitos pensam, a linha chilena é capaz de romper cabos de distribuição de energia, colocando vidas em risco. Por isso a empresa adverte para que as pessoas não toquem em cabos no solo e lembra aos policiais que a área precisa ser preservada até a chegada da companhia.
Segundo a CPFL, em 2018 e 2019 as pipas foram responsáveis por 7.814 ocorrências e interrupções no fornecimento de energia na área de concessão da empresa que atende 234 municípios no interior paulista.