domingo 05 abril 2020
Empreendedorismo

Sobrou dinheiro? Onde aplicar

Estudos acadêmicos mostram que as pessoas que tentam começar a investir falham em 90% das vezes. Isso ocorre porque a maioria começa a investir antes mesmo de ter uma boa educação financeira e entender seu perfil de investidor.
Existe uma ansiedade e encanto com a possibilidade de obter ganhos altos e rápidos no mercado financeiro, por isso as pessoas começam a investir sem a preparação ideal. Na maioria das vezes saem com menos dinheiro do que tinham no início.
Investir significa colocar seu dinheiro para trabalhar para você. É uma forma diferente de pensar sobre como fazer dinheiro. De modo geral as pessoas pensam que só podem ganhar mais dinheiro através do trabalho. E é exatamente o que a maioria faz. 
Antes de investir é importante identificar seu perfil de investidor, para saber quais os ativos financeiros mais adequados a sua tolerância a riscos.
Por exemplo: se o seu perfil é conservador, uma sugestão é aplicar em renda fixa, como o Tesouro Direto, ele é uma ótima aplicação financeira para quem tem pouco dinheiro. É também um investimento com alta rentabilidade, baixíssimo risco, boa liquidez e o melhor de tudo, você pode começar com apenas R$ 30,00 (trinta reais).
Mas se o seu perfil é mais arrojado, tem a opção de investir na Bolsa de Valores ou em renda variável.  Porém exige uma boa dose de conhecimento e a aplicação inicial será bem maior que o Tesouro Direto, e é possível obter rentabilidades muito superiores à renda fixa. 
Independente dos seus objetivos financeiros ou até mesmo do seu perfil, segundo os especialista financeiros existe uma estratégia para qualquer investidor.
Essa estratégia é a alocação de ativos que ocorre com a variação do retorno de uma carteira de investimentos no longo prazo. O quanto você destina para cada investimento em sua carteira, é nove vezes mais importante do que quando você compra determinado ativo e qual é esse ativo.
Como disse Hyung Mo Sung  “A regra do ouro é não colocar todos os ovos na mesma cesta”.
É fácil entender observe alguns passos
-Defina o percentual que irá investir em cada classe (categoria) de ativos. Ex: 70% em Renda Fixa e 30% em Renda Variável.
-Defina quais ativos você pretende incluir nestas categorias. Ex: Renda Fixa (LFT, LTN e NTN-B) e Renda Variável (BOVA11 e SMAL11).
-Defina o quanto irá alocar em cada ativo específico. Ex: Renda Fixa (30% em LFT, 20% em LTN e 20% em NTN-B) e Renda Variável (20% em BOVA11 e 10% em SMAL11).
-Utilize os aportes mensais para equilibrar a carteira.
-Monitore sua carteira ao longo de um período preestabelecido.
Apresentei a alocação de ativos aqui como sugestão, porque é uma das melhores estratégias para quem quer investir com foco no longo prazo, obter boa rentabilidade sem precisar expor seu dinheiro a riscos desnecessários. Mas, uma boa educação financeira, atrelada a sua gestão financeira é o caminho para a realização dos objetivos estabelecidos no planejamento financeiro, com domínio dessas ferramentas poderá observar com maior clareza e confiança as oportunidades para um melhor investimento.

Silvia Barbosa de Melo
(empresária, contadora, mestre em Ciências Contábeis e diretora-proprietária da escola de idiomas CNA)
Desenvolvido por Enzo Nagata