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SISTEMAS PARA INTERNET

Trabalho de aluno-radialista mostra que o rádio não perderá importância na era digital
09 de setembro de 2018
O comunicador e produtor Cléo Garcia, de beca, na solenidade de colação de grau
Aos 44 anos de idade, dos quais 26 dedicados ao rádio, Cléo Garcia integrou a última turma de formandos da Fatec de Jales, tornando-se Tecnólogo em Sistemas para Internet, em solenidade de colação de grau realizada no dia 25 de agosto, na Câmara Municipal de Jales.
Como acontece com todos os concluintes de cursos, Cléo teve que apresentar um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) sem o qual não poderia receber o diploma. 
O TCC teve tudo a ver com a atividade profissional dele: “Os impactos da tecnologia no Setor de Radiofusão: O Rádio da Era Digital”. Referido trabalho acadêmico também foi apresentado no Simpósio de Tecnologia promovido pela própria Fatec.
Cleber Antonio Garcia, o nome por extenso do comunicador, é casado com a professora Aline Pimentel Pereira, com a qual teve dois filhos: João Vitor e Júlia.
Pela relevância do trabalho acadêmico, o Jornal de Jales foi ouvir Cléo Garcia... (D.R.J.)

J. J. - Por que você escolheu este tema como Trabalho de Conclusão de Curso?
Cléo Garcia - Por ser um assunto bastante atual e significativo para todos nós. O setor da radiodifusão está se adaptando à nova era digital, tendo em vista vários fatores que tem influenciado diretamente este veículo de comunicação, principalmente as constantes mudanças dos avanços tecnológicos. Este trabalho mostra de forma simples e objetiva as vantagens e desvantagens das novas práticas digitais nesta área, como este meio de comunicação, quase centenário, está se adaptando à modernidade, e como a reinvenção torna-se prioridade nos dias de hoje.

J. J - Quais foram as fontes de consulta para o TCC?
Cléo Garcia - Foi realizada uma pesquisa de campo, com conteúdo coletado nas principais emissoras comerciais de várias regiões do Brasil, através da opinião de seus diretores e coordenadores, que relatam o atual cenário de suas emissoras, bem como as perspectivas para o futuro deste setor.

J. J. - Em linhas gerais, quais são os impactos da tecnologia na radiodifusão?
Cléo Garcia - A popularização da internet fez do rádio um veículo de comunicação sem fronteiras. O rádio passou as barreiras das ondas sonoras, tornando seu alcance sem limites, para qualquer parte do mundo. Um meio de comunicação expandido, que vai além das transmissões em ondas, e transborda para as mídias sociais, celular, TV por assinatura e outros. Outra vantagem apontada é a facilidade nas produções. Nos últimos anos, os avanços tecnológicos permitiram uma melhora significativa no setor, já que novas ferramentas se tornaram soluções inteligentes na vida do produtor de áudio. O processo de convergência tecnológica tem proporcionado a miniaturização dos equipamentos e influenciado diretamente no resultado econômico, na ação profissional e nos sentidos das linguagens dos meios de comunicação de um modo geral.

J. J. - Em sua opinião, o rádio corre risco de perder importância com a chegada da era digital? Por que?
Cléo Garcia - Não. O rádio sempre será um veículo de grande importância para a sociedade, levando entretenimento, informação e prestação de serviços. A tecnologia sem dúvida trouxe mais vantagens do que desvantagens para o setor. A música segue muito relevante para as rádios, mas esse peso tem diminuído com o passar dos anos, devido ao maior acesso à outras fontes para se ouvir música. Claro que não se pode desconsiderar o aspecto jornalístico de uma emissora, pois o diferencial do rádio é a sua credibilidade e sua programação auditada, o que auxilia na preservação de um conteúdo radiofônico confiável e de qualidade.