domingo 17 outubro 2021
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SINAIS TROCADOS ...

Garça e Clóvis Viola assumiram comando do PMDB de Jales

SINAIS TROCADOS – Em 1982, Valentim Paulo Viola, encabeçando uma das sublegendas do PMDB, foi eleito prefeito de Jales tendo como companheiro de chapa o jovem José Devanir Rodrigues, o Garça. No último final de semana, Garça foi novamente eleito presidente do Diretório Municipal do partido tendo como 1º vice-presidente Clóvis Viola, filho primogênito do saudoso “Zap”.

GERAÇÕES – O diretório eleito agora mantém nomes históricos do partido, mas ganhou oxigenação com novos valores. Por exemplo, a vereadora Carol Amador foi eleita 2ª vice-presidente e o 1º suplente Luís Carlos Gonzaga, atual chefe de Divisão de Desenvolvimento Estratégico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, membro da executiva. Foram mantidos em suas respectivas funções João Missoni Filho, na 1ª secretaria, e Paulo Sérgio da Silva, o Paulinho, na tesouraria.

ARQUIVO MORTO – Nem mesmo o desfile de carros blindados pela Esplanada dos Ministérios, terça-feira, dia 10 de agosto, em Brasília, exatamente no dia da votação da Proposta de Emenda à Constituição instituindo o voto impresso, fato interpretado pelo presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP) como “trágica coincidência, conseguiu virar o jogo. Bandeira hasteada pelo presidente Jair Bolsonaro, a PEC foi derrotada. Eram necessários 308 votos (3/5 dos deputados federais), mas a PEC teve 229 votos a favor, 218 contrários, uma abstenção e 65 ausências, sendo arquivada pelo presidente Lira.

TRIO ELÉTRICO – Dos deputados com atuação na região, três deles votaram contra a PEC do voto impresso —Fausto Pinato (PP), Geninho Zuliani (DEM) e Luís Carlos Mota (PTB). Pinato, que vive às turras com o presidente Bolsonaro, é presidente da Frente Parlamentar Brasil-China. Geninho foi o relator do projeto de lei estabelecendo o Marco Regulatório do Saneamento Básico. E Mota é o presidente da Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo, com presença assídua em Jales, onde tem uma correligionária fiel —Maria Ramires, presidente do sindicato da categoria.

VITRINE – No dia seguinte, quem esteve sob a luz dos holofotes foi a deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do PODEMOS, e relatora da PEC da lei eleitoral. O relatório da deputada deu três opções ao plenário —instituir o chamado “distritão”, onde seriam considerados eleitos os candidatos a deputado e vereador mais votados; recriar as coligações ou manter tudo como está. Colocada em votação, venceu a proposta que recriava as coligações, que obteve 467 votos a favor.

VÍNCULOS- Embora esteja filiado atualmente ao PSDB, o prefeito Luís Henrique Moreira é carne-e-unha com Renata. Antes de se candidatar a deputado estadual em 2018, ele chegou a examinar a hipótese de vestir a camisa do PODEMOS, tendo feito fotos até com o senador Álvaro Dias. Depois, preferiu ficar no PP em jogada combinada com a presidente do PODEMOS, que inclusive prestigiou o lançamento da candidatura dele em concorrido encontro político-eleitoral realizado no Galdino Eventos. Dois anos depois, o partido presidido por Renata integrou a coligação que elegeu LH e, segundo consta, até fez repasses de recursos oriundos do fundo eleitoral.

QUEM DIRIA...- Exatamente no dia em que a Câmara Federal restabeleceu as coligações, os parlamentares cassaram o mandato da deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Os colegas deputados destroçaram a acusada —foram 436 votos a favor da cassação e apenas sete contra.

...QUE SERIA ELA – Flordelis esteve em Jales em 2010 como palestrante do 16º Chá da Amiga, o maior evento religioso feminino da região noroeste. No púlpito da Primeira Igreja Batista, ela, que já era celebridade nacional, contou sua história de menina pobre, nascida e criada na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro e que, por amor ao próximo, tornou-se mãe, na época, de 36 filhos adotivos e quatro biológicos. Ao rememorar sua vida, que chegou a virar filme, Flordelis levou parte do público às lágrimas. Como registrou o J.J. na época, 1.400 mulheres estiveram presentes.

FACA AFIADA – Os 436 deputados que votaram pela cassação de Flordelis o fizeram acatando recomendação do deputado federal Alexandre Leite (DEM), relator do processo no Conselho de Ética da Câmara. Vale lembrar que referido parlamentar teve o apoio do vereador Nivaldo Batista de Oliveira, o Tiquinho, então presidente da Câmara Municipal, na eleição de 2018.


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