sexta 25 setembro 2020
Especial

Sepultado Sinval, o mestre da viola artesanal

O jalesense Sinval José Ribeiro, que morreu no dia 7 de janeiro, terça-feira, aos 72 anos, era o único da região noroeste paulista, mas provavelmente terá algum seguidor, para continuar fabricando violas, violões e violinos de forma artesanal. Isso porque ele deixou seu legado, dando aulas para pessoas interessadas, inclusive com um curso ministrado em 2017 no Centro Cultural, para crianças e adolescentes de 8 a 15 anos que queriam conhecer seu trabalho. 
Sinval estava internado no Hospital de Base de São José do Rio Preto, para tratamento de um câncer que surgiu no pulmão esquerdo e depois foi se espalhando para o direito e para o tórax e as pernas até entrar em estado de coma, no dia 3 de janeiro, sexta-feira. Era casado com Alzira Ana Teixeira, de 61 anos.  
Sinval era muito conhecido na região e em outros centros pela sua atividade que começou há mais de 30 anos, sempre em uma pequena oficina em sua casa. Há alguns anos vinha se dedicando menos à profissão, mas continuou trabalhando até ter que deixar de fabricar os instrumentos, quase sempre por encomenda, quando foi diagnosticado com a doença.
Sinval era o único fabricante artesanal de instrumentos musicais do noroeste paulista, mas sempre dizia que essa profissão para podia ser passada para as novas gerações, principalmente agora, quando existe muita procura por parte de vários artistas. Ele mesmo produziu instrumentos para o cantor Belchior e para a dupla Pena Branca e Xavantinho.
Nas décadas de 1980 e 1990, Sinval teve uma atuação bastante destacada, quando era conhecido pela qualidade dos instrumentos que fabricava, chegando a participar de feiras e outros eventos do gênero em São Paulo e  outras cidades. 

Foto: Diário da Região/Arquivo pessoal

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