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Salve o Dia do Professor. E do aluno!

Perspectivas por EUGENIA MARIA
15 de outubro de 2017
EUGENIA MARIA
Há momentos como este em que a conexão cria condições para o desenvolvimento de reflexões sobre uma causa única, principalmente quando os extremos se encontram em situações que exigem acima de tudo disposição para o novo, envolvendo entendimento e ação. Dia da Criança e Dia do Professor, juntos, na mesma semana, é um prato cheio para voltarmos ao velho, desgastado, mas extremamente necessário tema educação. 
Hoje só se fala em desenvolver competências e entender as diferenças, além de apenas despejar conteúdos. É uma preocupação antiga, mas pouco praticada pelas dificuldades estruturais envolvendo falta de recursos oficiais, nas escolas públicas e de interesse, nas particulares, embora algumas já comecem a pensar diferente. Isso acontece pela própria ausência de caminhos, apesar dos discursos retóricos, propondo mudanças, mas alimentando o continuísmo.
Heróis abandonados pela estrutura oficial, os professores lutam desesperadamente para serem respeitados pelos próprios alunos, mas esbarram no paredão imposto pela forma arcaica em lidar com a sala de aula.
Quem dá aula sabe do que estamos falando. Para conquistar é preciso desenvolver empatia e isso envolve o despertar para a criatividade, habilidades emocionais e sociais e apoio escolar e comunitário para os mestres e educandos. Seria a escola do futuro não fossem questões já ultrapassadas em muitos centros mais desenvolvidos onde a educação é prioridade não só no discurso.
Também é chover no molhado, mas é preciso repetir a velha ladainha de que essa transformação passa por questões de valorização profissional não apenas financeira, mas de melhorias das condições de trabalho e de capacitação e principalmente de incentivo a ideias inovadoras.
Atender as necessidades dos alunos para que desenvolvam suas próprias habilidades e capacidade de viver de forma socialmente consciente não é tarefa fácil quando falta tudo até para passar o currículo básico.
Milhões de heróis parecem não ser suficientes para inverter esses valores quando os interesses dos burocratas que manipulam verbas e leis deixam de valorizar as propostas revolucionárias que existem em cada educador. Como quase tudo no país, o momento é de reflexão sobre competência, ética e honestidade para as transformações que se exigem em busca de um futuro melhor.

EUGENIA MARIA
(Professora de inglês e pesquisadora neuro-
educacional)