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RODRIGO GARCIA, VICE-GOVERNADOR ELEITO: “Adversários apelaram para o vale tudo no 2º turno”

Rodrigo Garcia tem 44 anos, nasceu em Tanabi (SP). É advogado, vice na chapa de João Doria.
04 de novembro de 2018
Rodrigo Garcia: “estou à disposição do João para onde ele considerar importante que eu atue”
Rodrigo Garcia tem 44 anos, nasceu em Tanabi (SP). É advogado, vice na chapa de João Doria, foi três vezes deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa. Foi secretário de Gestão da Prefeitura de SP. No Estado de São Paulo, foi secretário de Desenvolvimento Social, secretário de Ciência e Tecnologia (com as ETECs e FATECs) e secretário da Habitação. Atualmente, está no segundo mandato de deputado federal e é líder do Democratas. Na última eleição(2014), foi o 6º mais bem votado do Brasil.

J.J. – Qual a avaliação que o senhor faz da eleição estadual?
Rodrigo Garcia - Foi uma eleição muito dura. Ficou claro que a população rejeitou a campanha de baixo nível, do uso da máquina pública, do uso de práticas espúrias e a velha política aqui em São Paulo. Apoiou a transparência, a gestão mais liberal do Estado, a nova política. Agora, é hora de unificar. Vamos governar para todos.

J.J. – A votação recebida pela chapa Doria/Rodrigo esteve aquém, além ou dentro da expectativa?
Rodrigo Garcia - Numa eleição dura, como esta, não temos grandes expectativas. Trabalhamos para atingir um objetivo e, felizmente, com o voto da maioria, que entendeu que o nosso projeto é o melhor para São Paulo, saímos vitoriosos.

J.J. – Quais fatores tornaram a vitória tão apertada no segundo turno?
Rodrigo Garcia - Foram inúmeros fatores, entre os quais, destaco as fake news, numa campanha de baixo nível, em que se apelou para o vale-tudo, e com o uso desmedido da máquina pública. Mantivemos o nível e o João Doria teve uma postura muito assertiva, o que foi reconhecido pelos paulistas.

J.J. – Qual o papel que o senhor desempenhou na campanha?
Rodrigo Garcia - Além de candidato a vice-governador da chapa de João Doria, fui o coordenador de campanha. Rodei o Estado, visitando mais de 100 cidades do nosso Interior, levando as nossas propostas para governar São Paulo.  

J.J. – Em entrevista ao Estadão, na semana da decisão, o senhor afirmou que os tucanos têm ciúmes de João Doria. Em que sentido?
Rodrigo Garcia - No sentido de que o João conseguiu em pouco tempo cargo importante na vida pública. Como ele chegou há pouco tempo na política e já virou prefeito de São Paulo e, agora, vai ser o governador do nosso Estado. Ele é o novo dentro do PSDB. 

J.J. – Normalmente, vice, em qualquer nível de Poder Executivo, é um cargo de expectativa. O senhor vai manter a escrita ou assumir algum espaço relevante no governo?
Rodrigo Garcia - Sou o vice-governador eleito e fui indicado pelo governador eleito João Doria para coordenar a transição para o novo governo. Estou à disposição do João para onde ele considerar importante que eu atue. Tenho experiência no Executivo e posso contribuir da forma que ele considerar melhor e, assim, ajudá-lo a ser um grande governador.

J.J. – O senhor foi deputado federal mais votado em Jales em 2014. O que a cidade pode esperar de sua atuação como vice-governador?
Rodrigo Garcia - O mesmo compromisso e empenho que sempre tive, honrando os votos recebidos na cidade e na região. Na verdade, meu compromisso só aumenta. Sou muito grato aos votos recebidos e a todos aqueles que acreditaram no nosso projeto de acelerar São Paulo e mantê-lo em boas mãos.