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RETA DE CHEGADA- Uma carreata realizada domingo passado, dia 21, a partir das 10 horas, marcou o chamado “sprint” da campanha de Jair Bolsonaro para o 2º turno em Jales.

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28 de outubro de 2018
Clóvis Pereira, hoje com 78 anos, participou da organização das carreatas realizadas em Jales em favor de Bolsonaro
RETA DE CHEGADA- Uma carreata realizada domingo passado, dia 21, a partir das 10 horas, marcou o chamado “sprint” da campanha de Jair Bolsonaro para o 2º turno em Jales. No atletismo, “sprint” é a arrancada final nas corridas de velocidade como 100 ou 200 metros rasos. O roteiro foi quase o mesmo da movimentação realizada uma semana antes do 1º turno, saindo do prolongamento da  avenida João Amadeu, em frente ao Sindicato Rural, passou pelas ruas centrais, esticou até a avenida Integração, subiu pela 2, entrou na 13 e retornou ao ponto de origem. Não houve qualquer incidente durante o percurso até porque os opositores de Bolsonaro estavam completamente desmobilizados.

QG – Pouca gente sabe, mas a sala da presidência do Jales Clube serviu de bunker dos simpatizantes de Bolsonaro. Lá, com a participação efetiva do presidente Clóvis Pereira e de fundadores como Nivaldo Fessore e Nelson Geraldello, coordenadores da mobilização como Weber Kitayama e Paulinho da JallBox, entre outros, reuniram-se para acertar os detalhes finais e colocar o bloco na rua.    

GENERAL – Os mais jovens, que conheciam Clóvis apenas como fundador e presidente do Jales Clube, não sabiam que ele teve intensa participação na vida político-partidária de Jales nos anos 70, 80 e parte dos 90.  Credita-se a ele, por exemplo, grande parte dos louros da vitória de José Antonio Caparroz (PDS) sobre José Devanir Rodrigues (PMDB), em 1988, pela diferença de 1,57%. Os que conheciam os meandros da campanha garantem que se não fosse Clóvis, que deu socos na mesa e gritou com meio mundo, o PDS teria perdido aquela eleição.

IDEALISMO – Antes das carreatas pró-Bolsonaro, Clóvis ressurgiu na cena política local novamente em uma campanha presidencial. Ele, que já tinha cedido a sede social do Jales Clube para que a equipe de Dilma Rousseff-Michel Temer (coligação PT/PMDB) realizasse um encontro estadual, em 2010, impôs condições para fazê-lo novamente em 2014, quando a presidente e o vice tentavam a reeleição. 

IDEALISMO (2) – Clóvis disse aos organizadores do encontro que só cederia o salão caso fosse recebido em audiência pela presidente para apresentar uma proposta considerada irrecusável e inovadora— o clube se comprometeria a doar a área que fosse necessária para que o governo instalasse o campus de uma universidade federal em Jales. Assim ele exigiu, assim foi feito. Terminados os discursos, Dilma recebeu Clóvis, a esposa Dirce e, a convite dele, o diretor deste jornal, entregando um projeto atualizado de um estudo feito em 2009, ainda na administração Parini, pela Câmara de Ensino Superior da Prefeitura. Participaram da audiência e até procuraram dar uma força à proposta de Clóvis o então vice-presidente Temer e o presidente estadual do PT, Luís Marinho, ex-ministro de Lula. Infelizmente, como tudo que aconteceu naquele governo, o projeto acabou dormindo nas gavetas da burocracia de Brasília. 

GUERRILHA – O bicho pegou durante a semana na região por conta da disputa pelo governo de São Paulo. A notícia de que o deputado federal Fausto Pinato (PP) tinha se bandeado para as hostes do governador Márcio França (PSB), candidato à reeleição, e de que o deputado estadual Itamar Borges (MDB), na esteira da adesão de Paulo Skaf, tinha tomado o mesmo destino, agendando uma reunião regional em Fernandópolis na quarta-feira, 24, alvoroçou os partidários de João Dória. 

CERCO – O time de Dória procurou se antecipar e realizou uma reunião em Jales na segunda-feira, dia 22, na sede da Associação Comercial, com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças partidárias da região reforçados pelo deputado federal eleito Geninho Zuliani (DEM). Enquanto isso, o deputado estadual reeleito Carlão Pignatari e o ex-prefeito, Junior Marão, ambos do PSDB, tentaram segurar a onda em Votuporanga e arredores. Ao mesmo tempo, a assessoria da deputada estadual Analice Fernandes disparou telefonemas para os correligionários pedindo juízo e fidelidade.   

IRMÃO CAMARADA – David Rodrigues Meneses, escrivão lotado na Delegacia da Polícia Federal de Jales, foi o coordenador da carreata pró-Bolsonaro realizada em Urânia 15 dias antes do 1º turno. Colega de turma do deputado federal Eduardo Bolsonaro, ele pediu e recebeu um áudio com mensagem do filho do presidenciável saudando os companheiros de Urânia.

CALDO DE GALINHA – David, que disputou a eleição municipal em Urânia como candidato a vice-prefeito, em 2016, foi sondado pela cúpula do PSL para tentar uma vaga na Assembleia Legislativa em 7 de outubro. Embora tivesse chances concretas de se eleger deputado levado pelo tsunami de votos bolsonaristas, ele, preferiu o caminho da cautela. Matéria completa sobre as relações entre David e Eduardo Bolsonaro estão na página 7 deste caderno.