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REPERCUSSÃO

Notícia sobre prisão domiciliar de ex-servidora explode na internet
19 de agosto de 2018
Segundo fontes ligadas à família da investigada, o beijo, ao ser presa, largamente explorado pelas reportagens da televisão, não teria sido de deboche, mas dirigido à filha de quatro anos
A decisão da 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deferindo liminar a habeas corpus impetrado pelos advogados Carlos Melo e Gustavo Baldan, encarregados da defesa de Érica Cristina Carpi, ex-diretora financeira da Prefeitura de Jales, concedendo-lhe o benefício da prisão domiciliar, foi o principal assunto na internet durante a semana que passou.
Nos grupos de WhatsApp, houve um verdadeiro massacre à decisão do TJ, com dezenas de internautas batendo na tecla de que, no Brasil, ”o crime compensa”.
Érica, personagem central da Operação Farra no Tesouro deflagrada pela Polícia Federal, é investigada por desvios estimados entre R$ 5 e R$ 10 milhões, delitos estes que teriam sido praticados ao longo de 10 anos. 
Na edição eletrônica do Jornal de Jales, o assunto também ribombou. Na página do J.J. no Facebook, por exemplo, pouco tempo depois da postagem, a notícia sobre a prisão domiciliar concedida a Érica rendeu 9.519 visualizações, 18 comentários e 37 compartilhamentos. Eis o texto publicado:
“Ex-servidora acusada de desvios na Prefeitura beneficiada com prisão domiciliar

Em decisão de hoje,14 de agosto, no início da tarde, o desembargador Diniz Fernando Ferreira da Cruz, da 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concedeu liminar em habeas corpus protocolado pelos advogados jalesenses Carlos Oliveira Mello e Gustavo Baldan em favor de Érica Cristina Carpi, ex-diretora financeira da Prefeitura Municipal de Jales, principal protagonista da Operação Farra no Tesouro deflagrada pela Polícia Federal no dia 31 de julho.
Segundo a PF, Érica teria desviado entre 5 e 10 milhões de reais dos cofres públicos entre 2008 e 2018 e, por esta razão, está sendo investigada pelos crimes de peculato, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistema e lavagem de dinheiro.
Em sua decisão, o desembargador decidiu acolher os argumentos dos advogados e conceder prisão domiciliar à ex-servidora baseado em decisão do Supremo Tribunal Federal em outro caso, elencando três motivos:
1) possui uma filha menor, que conta atualmente com quatro anos de idade; 2) não teria cometido crime mediante violência; 3) é primária”.