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Renovação de esperanças

Editorial
15 de abril de 2018
Se no aspecto da macrovisão o país vai de mal a pior, ainda é possível, neste 15 de abril, apesar dos pesares, sonhar com dias melhores no plano micro, isto é, no nosso quintal, onde moramos, trabalhamos, estudamos e convivemos. 
Na última terça-feira, dia 10 de abril, chegou a boa notícia de que a Assembleia Legislativa incluirá Jales no programa Municípios de Interesse Turístico, o chamado MIT, situação que pode evoluir para algo mais consistente.
Mas, não foi fácil superar o que aconteceu em Jales nos últimos 17 anos. Em 2001, por exemplo, quando José Carlos Guisso assumiu o segundo mandato como prefeito, parecia que a cidade iria explodir. Ele se reconciliou com os adversários e criou o chamado Secretariado Custo Zero, integrado por lideranças comunitárias que trabalhavam de graça, fato que rendeu noticiário em nível nacional.   
Ao mesmo tempo, Guisso, com o apoio quase unânime dos formadores de opinião, investiu na criação e instalação da Justiça Federal e da Polícia Federal.
Estava dando tudo certo até que um trágico acidente na noite de 21 de novembro tirou a vida do prefeito. Em seu lugar, assumiu o vice-prefeito José Antônio Caparroz, já idoso, que também morreu no exercício do mandato, concluído nos últimos nove meses com o governo tampão de Hilário Pupim.
Em 2004, assumiu Humberto Parini, o primeiro prefeito eleito pelo PT. Fiel aos cânones do partido, investiu pesado na rede municipal de educação. Em 2010, o prefeito, em movimento de extrema habilidade e em parceria com a Unimed de Jales, dona de um hospital em construção, conseguiu convencer a cúpula da Fundação Pio XII, mantenedora do Hospital de Câncer de Barretos, a instalar unidade em Jales, o que aconteceu graças a aporte de R$ 22 milhões enviados pelo governo estadual cujo titular era José Serra, recursos estes necessários para fazer funcionar a nova estrutura.
Quando tudo parecia que iria embalar novamente, eis que a justiça ressuscita um processo contra Parini, do tempo em que ele foi presidente da Facip, 13 anos antes. Emparedado, o prefeito passou dois anos correndo atrás do prejuízo para não ficar sem mandato.
Em 2012, foi eleita, também pela primeira vez na história, uma mulher, Eunice Mistilides Silva. O fato histórico durou só dois anos. Em 2015, ela foi cassada em plena terça-feira de carnaval, gerando outro governo provisório, o de Pedro Manoel Callado Moraes, em momento de dificuldades de toda sorte.
Agora, em 2016, uma coligação de 15 partidos produziu novo fato inédito. Pela primeira vez, na história de Jales, terra de históricos embates, candidatura única, a de Flávio Prandi Franco para prefeito e José Devanir Rodrigues para vice.
Depois de tanto baixo astral, cabe à atual administração não somente tapar os buracos de ruas e avenidas, mas sobretudo renovar as esperanças   de um novo e promissor recomeço. 
Feliz aniversário, Jales!