Editorial

Refletir para não se arrepender

A semana que começa hoje é da maior importância para quem mora nos 5.570 municípios espalhados por este país-continente chamado Brasil.

São os dias reservados à reflexão dos eleitores e para o exame das propostas apresentadas durante a campanha pelos candidatos, medindo com a régua do bom senso o que pode ou não ser implementado nos próximos quatro anos.

Usando a ferramenta que a democracia oferece chamada voto, os milhões de brasileiros terão a oportunidade de manifestar suas aspirações na urna eletrônica, escolhendo candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores.

Serão eles, os escolhidos, que terão a responsabilidade de dirigir os destinos de cada comunidade, tanto as minúsculas espalhadas pelos grotões quanto as grandes metrópoles, passando pelas de porte médio.

Caberá a eles, os eleitos pela vontade soberana do povo, tirar do papel as promessas feitas durante a campanha, circunstância que confere ao eleitor um agudo sentido de responsabilidade.

Por esta razão, ir à urna eletrônica no próximo domingo é mais do que obrigação, mas, antes de mais nada e acima de tudo, o direito inalienável de participar do processo de definição do destino de onde mora.

Esta linha de raciocínio vale para todas as cidades independentemente do tamanho e do número de habitantes de cada uma.

Jales, por exemplo, é uma versão microcósmica de nosso país, mas, em alguma medida, há similaridades entre os problemas que podem ser vistos a olho nu por aqui e aqueles que os grandes meios de comunicação vivem mostrando diariamente.

Por esta razão, examinar com lupa o que estão prometendo os candidatos no horário eleitoral gratuito e nas inserções avulsas divulgadas pelas emissoras de rádio é uma boa maneira de definir escolhas, assim como foram os debates com dois dos três candidatos do dia 29 de outubro, na Associação Comercial, promovido pelo Fórum da Cidadania, e no dia 5 de novembro, no anfiteatro da Escola Vocacional, chancelado pela Diocese de Jales.

Ao contrário de 2004, quando cinco candidatos disputaram a cadeira de prefeito —Humberto Parini (PT), Flávio Prandi Franco (PFL), Antonio Rato Sanches Cardoso (PMN), Eunice Mistilides Silva (PSDB) e Hilário Pupim (PTB) — e também de 2016 quando Flá, apoiado por uma coligação de 14 partidos, foi candidato único, desta vez três postulantes se apresentaram.

Luís Henrique Moreira (PSDB, Progressistas, PSD, Podemos, DEM e MDB) disputa com Luís Especiato (PT) e Ailton Santana (PV).

Escolher quem melhor pode transformar em realidade as legítimas aspirações da população é o desafio desta semana que nos separa do dia da eleição.

É preciso refletir bem tendo como bússola o interesse público. Depois, não adianta ficar berrando da geral sem influir no resultado.