domingo 31 maio 2020
Contexto

REAÇÕES, tanto nas redes sociais quanto nos comentários de analistas e articulistas, mas principalmente nos meios políticos, não faltaram.

REAÇÕES,
tanto nas redes sociais quanto nos comentários de analistas e articulistas, mas principalmente nos meios políticos, não faltaram, a maioria contra a decisão do governo de extinguir os municípios com menos de cinco mil habitantes e que não tenham uma arrecadação própria superior a 10% da receita total.

É CLARO 
que como tantas intenções do governo, essa proposta, apesar de já ter sido encaminhada para o Senado na última terça-feira, dia 5 de novembro, também não passa de um ensaio para sentir os prós e contra, pois uma tentativa como essa, se concretizada poderá atingir mais de 1/5 dos municípios brasileiros e por isso mesmo não deverá ser aprovada no curto prazo. Ou alguém acredita que a mesma será votada em ano eleitoral?

ALIÁS,
pelo que se percebe dessas primeiras reações, é difícil acreditar que tal medida possa ser aprovada pelos deputados e senadores que dependem de suas bases para se eleger, principalmente quando se fala em reforma política que deverá incluir o voto distrital, onde os eleitores precisam estar de bom humor até para participar das eleições.

PRINCIPAL
liderança entre os prefeitos da região noroeste do estado, o prefeito de Jales, Flávio Prandi Franco, presidente da AMA (Associação dos Municípios da Araraquarense) preferiu não se posicionar, mas disse que está convocando uma reunião para avaliar essa questão.

A PROPOSTA
divide opiniões porque muitos municípios, principalmente os menores passam por grave situação financeira  e como disse o prefeito de Jales, precisam de mais repasses de recursos do governo para investimentos.

O IMPACTO
provocado pelo encaminhamento de uma proposta como essa é sentido com muito mais força na nossa região, onde a grande maioria dos municípios não tem cinco mil habitantes e seus moradores se sentem identificados com as suas cidades, o que representa uma forte reação dos mesmos, embora sabendo das dificuldades financeiras enfrentadas por suas comunidades.

NO ENTANTO,
deve ser levado em conta que já há algumas décadas, a população da maioria dos pequenos municípios vem diminuindo e a tendência é que o número de habitantes caia ainda mais nos próximos anos, como aponta o IBGE.

ASSIM,
ainda há muito o que se discutir, antes que deputados e senadores votem tal proposta que pelo projeto do governo, se for aprovado, passa a valer a partir de 2026 e até lá terá que haver uma divisão para saber a qual município maior o menor passará a ser integrado. Ou seja, as discussões ainda vão dar muito que falar, antes de uma decisão final, tanto que o governo já fala em adiar sua validade para 2018. (LR)     

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