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“Quero acabar com a dor...”

por Jane Maiolo
09 de outubro de 2017
Jane Maiolo
Setembro amarelo é a campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e tem como objetivo alertar a população a respeito da triste realidade demonstrada estatisticamente pelo relatório da Organização Mundial de Saúde.
 Segundo dadosda OMS 804.000 pessoas cometem suicídio por ano, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo e no Brasil são 32 óbitos por suicídio por dia.
As causas que motivaram esses sinistros são variadas, porém na sua quase totalidade o comportamento suicida está associado às patologias de ordem mental que talvez nunca sejam diagnosticadas.
De cada 10 casos de suicídio 9 são preveníeis, e após o início dessa campanha, que acontece a nível internacional, há de se esperar que o paradigma do Tabu/Suicídio seja alterado de maneira positiva. Hoje é possível maior esclarecimento quanto a essa psicopatologia e buscar protocolos de respostas mais assertivos é medida extremamente urgente. Prevenção salva vidas.
Sentir-se triste durante a maior parte do dia não é um comportamento normal, embora exista um mito que seja. Não encontrar o brilho nas relações sociais e na convivência com as pessoas também evidencia um comportamento mental alterado. Sentir-se sem energia vital, irritado e ter pensamentos negativos, na maior parte do tempo, são indícios fortes de que é hora de falar sobre as “angustias armazenadas ao longo de um período”, pois falar ainda é a melhor solução!
O amor a si mesmo e as coisas da vida deve ser procurado por todos nós. Buscar ajuda clínica, humana e religiosa são iniciativas valiosas para que se possa sentir-se integrado a um grupo social. O sentimento de pertença deve ser construído na formação de nossa identidade social, pois faz parte de uma rede de proteção contra a ideação suicida.
Quando se adoece psiquicamente o julgamento de terceiros deve ser evitado, pois o doente precisa de acolhimento, amparo e colo. É como a ave que após a tempestade quer retornar ao ninho. O ninho familiar deve ser o porto seguro onde a proteção e o carinho sejam evidentes.
Precioso lembrar que o suicida não quer morrer, ele quer livrar-se da extrema dor moral e emocional que o acompanha. Em períodos de crise sua percepção da realidade está totalmente distorcida, então ele não tem o discernimento que os outros tem. Para ele sua dor é intolerável, seu futuro lhe parece um sofrimento inescapável e sua angústia será interminável. Ilude-se no torvelinho do desespero e planeja sua retirada da vida, assim, sem despedir-se.
Verbalizar os nossos estados emocionais é um recurso terapêutico a disposição de todos. Busquemos os amigos, abramos o coração e salvemos a nossa oportunidade de viver bem. A vida é um dom e viver é a única opção!

Jane Maiolo 
( É professora de Ensino Fundamental, formada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Vice-presidente da Sociedade Espírita Allan Kardec de Jales/SP. Pesquisadora do Evangelho de Jesus. Colaboradora da Agenda Brasil Espírita- Jornal O Rebate /Macaé /RJ – Jornal Folha da Região de Araçatuba/SP –Blog Bruno Tavares Recife/PE-Articulista da RAE e colaboradora do site www.kardecriopreto.com.br- Apresentadora do Programa Sementes do Evangelho da Rede Amigo Espírita. janemaiolo@bol.com.br)