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Quem vê de fora vê melhor?

Editorial
21 de agosto de 2017
Tudo indica que o estilo da administração Flá-Garça, iniciada em 1º de janeiro, vem sendo bem avaliada pelos habitantes da cidade. 
Trata-se de algo incomum, eis que prefeito e vice não tiveram adversários em 3 de outubro do ano passado, o que diminuiu sensivelmente a temperatura da campanha.
Porém, se foi bom para eles baterem pênalti sem goleiro, a candidatura única também trazia embutido o perigo de provocar uma certa apatia no eleitorado, sem despertar corações e mentes.
A se julgar pelos números do Instituto Veritá, parceiro da Band em pesquisas, aconteceu o contrário. Com pouco mais de três meses, talvez tangida pela recuperação das vias urbanas através de um agressivo programa de recapeamento, a nova administração atingia impressionantes 81% de aprovação.
Mas, tão surpreendente quanto a aprovação popular é a sequência de investimentos que vêm sendo feitos na cidade por empresários de outras plagas.
Nos últimos 30 dias, por exemplo, foram fechados dois negócios que mostram que investidores de fora acreditam firmemente no potencial de crescimento da cidade e, mais que isso, em sua excepcional condição geográfica, no centro de uma região com 22 municípios, e com influência sobre cidades de estados limítrofes como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.
Referimo-nos à aquisição do Clube dos Médicos feita pela Bedala Empreendimentos Imobiliários, de São José do Rio Preto. Nos bastidores, sabe-se que a empresa compradora estaria disposta a investir mais caso o primeiro projeto decole.
Outro negócio que merece ser citado e é emblemático das perspectivas  que  os investidores de fora enxergam em Jales foi a compra do recinto da Facip por uma empresa de São Paulo, a Gauri Eventos. Sabe-se também que os compradores pretendem fazer da Facip um instrumento de geração de emprego e renda, com movimentação durante o ano todo.
E não é só. Este jornal noticiou também o interesse de um empresário do Acre, dono de uma empresa de taxi aéreo, que vê reais possibilidades de investir em uma linha aérea Jales-São Paulo. Para isso, encomendou estudos sobre a viabilidade do projeto.
Outra observação animadora é a de que dois médicos de uma cidade da região estariam  inclinados a instalar um serviço de hemodiálise em Jales, tendo escolhido até o local para edificar o espaço de cura.
Em resumo, parece que os bons ventos voltaram a soprar em Jales e, curiosamente, impulsionados por investidores de ouras localidades,  o que reforça a crença de que quem vê de fora vê melhor.