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QUEM não gosta de romper formalidades deve se manter afastado das manifestações pouco ensaiadas ou muitas vezes improvisadas que dão o tom, todos os meses, nas noites em que a Escola Livre de Teatro promove seus saraus.

Contexto
23 de setembro de 2018
QUEM
não gosta de romper formalidades deve se manter afastado  das manifestações pouco ensaiadas ou muitas vezes improvisadas que dão o tom, todos os meses, nas noites em que a Escola Livre de Teatro promove seus saraus.

EM COMPENSAÇÃO
para quem gosta de se expressar de diferentes formas, mostrando seus dons artísticos ou mesmo quem vai apenas para assistir as apresentações que se revezam sem qualquer critério ou sequência lógica, acaba desfrutando de uma sensação de liberdade que não se encontra em espaços delimitados para manifestações artísticas formalizadas.

ESSA
informalidade aos poucos vai criando um ambiente descontraído, mas sem perder o respeito entre os participantes preocupados apenas em ocupar aquele espaço para mostrar seus dons ou simplesmente transmitir alguma mensagem.

PROVA
de que esse tipo de arranjo é uma forma eficiente de agradar os mais diferentes grupos, sem preocupações com as condições sociais, culturais ou intelectuais é que a cada mês, desde a sua primeira realização o sarau atrai um número cada vez maior de pessoas.

CADA
um que chega vai se acomodando e aguardando um espaço para ocupar o que pode ser chamado de centro da roda, em torno da calçada na esquina onde muitos passantes acabam ficando para assistir e até participar com algum improviso.

É CERTO
que o sarau já vem com essa proposta de romper padrões e formas de apresentação, mas o modo com que o encontro é realizado atinge esse objetivo com eficiência, praticamente sem divisão entre palco e plateia, sem critérios, sem censura e com muita disposição entre os participantes.

MAS
mais do que esse lado informal, certamente o que mais chama a atenção acaba sendo a enorme variedade de formas e conteúdo das apresentações, onde a arte e a cultura se unem e acabam envolvendo a todos com lembranças ou novos conhecimentos, mas acima de tudo com muita emoção e bom gosto, cada um com seu conjunto de elementos estéticos que acabam se unindo em uma nova forma de manifestação, solta e para todos os gostos. 

SE
veio para ficar, o sarau certamente vai cumprir sua missão de abrir o leque dessa frente contra o preconceito e a caretice dos velhos formalismos que não cabem mais no mundo onde impera a diversidade e a competência individual, mesmo que muitos ainda lutem para ocupar seus espaços. (Luis Ramires)