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QUE o sistema prisional do país está falido, como bem lembrou o procurador da República em Jales, José Rubens Plates, todo mundo sabe, daí a importância de programas como os incluídos na Unidade de Atendimento e Reintegração Social inaugurada em Jales.

Contexto
08 de abril de 2019
QUE
o sistema prisional do país está falido, como bem lembrou o procurador da República em Jales, José Rubens Plates, todo mundo sabe, daí a importância de programas como os incluídos na Unidade de Atendimento e Reintegração Social inaugurada em Jales (ver matéria nesta edição), onde, só pela Prefeitura já existem 123 assistidos e mais 286 aguardando uma oportunidade. 

EM TODO 
o Estado são 187 mil pessoas que já passaram pelos programas, em prefeituras, empresas e instituições, com um índice de reincidência de apenas 4,7%, um percentual muito significativo em relação aos mais de 80% de reincidentes entre os 720 mil presidiários do país, dos quais 232 mil, ou 35% só no Estado de São Paulo. 

ESSE
alto índice de reincidência é um vexame para o país que ocupa a terceira posição no mundo em número de presos, perdendo só para os Estados Unidos e a China, como lembrou o procurador, citando Nelson Mandela que lembrava que o trabalho mais importante do governo deve ser direcionado para os mais necessitados.

UM DOS
grandes méritos dos dois programas, além de contribuir para a redução do número de presidiários é a ressocialização dos que podem cumprir penas alternativas como lembrou o juiz Alexandre Yuri Kiataqui da 2ª Vara e Anexo das Execuções Penais, destacando que são poucas as comarcas a instalarem os dois programas ao mesmo tempo. Também merece destaque o fato de todos os municípios da Comarca estarem envolvidos.

A RESSOCIALIZAÇÃO
nesses casos passa a ser mais fácil e menos preconceituosa, pois os programas atendem condenados que não são presos, mas precisam prestar serviços para a comunidade ou ex-presidiários que entram em regime aberto ou aguardam julgamento na condicional.

DÁ PARA
notar que a sociedade vai se dando conta da importância desse trabalho, até para não contribuir ainda mais com o aumento da violência, pois o recuperado passa a integrar a comunidade, prestando os serviços que tem mais facilidade de executar, inclusive com muitos que contam com especializações em várias áreas, como citou emocionado o juiz Alexandre.

ISSO
sem contar que cada preso custa para o estado R$ 1.350,00 por mês, enquanto um assistido não custa mais que R$ 22,70, como destacou o coordenador de reintegração social e cidadania da Administração Penitenciária, Mauro Rogério Bitencourt. (Luiz Ramires)