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Quando a boca cala, o corpo fala

Por Jéssica Amadeu de Freitas Montanher
27 de janeiro de 2019
Jéssica Amadeu de Freitas Montanher
Você já deve ter ouvido essa expressão por aí, não é mesmo?
Pois bem, mais verdadeira impossível!
Quando não expressamos ou falamos algo que gostaríamos, essa palavra não dita tem que ir parar em algum lugar e esse lugar é o nosso corpo, é nele que se manifestam nossas emoções.
Gosto muito de uma metáfora: imagine que o nosso corpo é o fogão e a nossa mente é um canecão que está cheio de leite. Dependendo da intensidade desse fogo, o leite irá ferver e derramar. É exatamente isso que acontece com a gente, quando nossa mente está cheia de pensamentos, ideias, sentimentos, emoções e dependendo da situação externa que você está vivendo naquele momento, pode ser que ela, a mente, não dê conta de administrar tudo aquilo e isso acaba gerando um sintoma físico.
Por isso que lá atrás, Freud, o pai da Psicanálise, percebeu que muitos pacientes que chegavam com a queixa de algum sintoma físico, eram devido a traumas que não foram falados, ou seja, que ficaram em algum lugar “escondido”, mas que se manifestavam no corpo. Com isso, ele foi vendo que falar era terapêutico, que a partir da fala o sintoma poderia desaparecer.
Muitas vezes, fazemos do corpo o porta voz de um sofrimento psíquico. Adoecemos das palavras e podemos nos curar por meio delas também.
O sintoma é um sinal, um chamado para a vida, um alerta de que algo não está bem e precisa ser esclarecido. Se observe, preste atenção nos seus sintomas, muitos deles podem ser de ordem emocional e o melhor remédio para isso é falar sobre eles. A psicoterapia proporciona o caminho para desvendar o motivo do sintoma, buscando a causa podemos aliviar as consequências.
Por isso, pense em quantos momentos você adoeceu devido aos seus sentimentos e como poderia evitar muitos deles se os compreendessem melhor.

Jéssica Amadeu de Freitas Montanher
Psicóloga CRP 06/118656
Cel (17) 99616-1564 
Rua 18, n.2229