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Quais são as tendências para o vestibular 2020?

Por Eduardo Britto
02 de junho de 2019
Eduardo Britto
Já estamos no mês de junho. Se considerarmos que a caminhada rumo a aprovação vai até janeiro de 2020 com as provas da segunda fase, podemos dizer que falta metade da maratona. É o meio copo cheio ou o meio copo vazio. Se o vestibulando tem se dedicado e trabalhado firme, a metade do copo está cheia e, logo, a tendência é enchê-lo. Continue acreditando porque você é capaz.
Neste mês, depois dos simulados e estudos que realizou até agora já é possível estabelecer o parâmetro do que você deseja para o semestre seguinte. Quando eu cito o desejo, não é a vaga ainda. Mas, a quantidade de acertos para aprovação. Além disso, é importante que o estudante comece a sentir o famoso “jeitão” da prova que irá realizar a partir de outubro. Algumas tendências para este ano podem te auxiliar.
O vestibular está cada vez mais concorrido. Não digo apenas no tocante à relação candidato/vaga. Mas, é preciso ficar atento ao nível de acerto para a aprovação. As provas apresentam um nível de dificuldade médio para alto com elevada exigência. As questões de exatas cobram além dos cálculos, mas também o desenvolvimento e a análise dos problemas apresentados. A prova de biológicas exige não só o conhecimento decorado sobre os seres vivos, pois cobrará ainda a compreensão dos processos envolvidos em cada situação apontada. Em humanas, esqueça o isolamento e o simples dado quantitativo, uma vez que a exigência é cada vez mais cobrar habilidades e competências capazes de entender e explicar os conceitos cotidianos e aprofundados das disciplinas correlatas.
Nesse sentido, é necessário ficar atendo aos conceitos principais e dominá-los a fim de que possa compreender as diversas formas de sua aplicação. Por exemplo: o conceito de erosão é recorrente nas provas de Geografia. O processo erosivo consiste no transporte de sedimentos por meio de agentes externos após a desagregação da rocha. A erosão pode ser observada em ambientes naturais e antrópicos. Assim, existem várias questões de vestibular que o conceito erosão pode ser contextualizado no habitat rural, devido a agricultura, a pecuária e a mineração; ou no habitat urbano, com as ocupações irregulares e a falta de planejamento nas cidades.
Dessa forma, fique atento pois as provas estão muito conceituais e contextualizadas.
Também é interessante que o vestibulando faça uma leitura detalhada e pormenorizada do edital da prova que está prestando. Ali, você encontra informações valiosas e importantes que ajudam no plano de estudo. Dependendo da prova, você pode constatar que nem todo o conteúdo é cobrado. Mas, o contrário é bem provável que aconteça. Nos vestibulares é comum o edital cobrar alguns assuntos regionais, sobretudo na literatura,  na história e na geografia. 
Em Geografia, preocupe-se com os temas que estão na agenda atual e com a base conceitual. Movimentos migratórios, segregação socioespacial urbana, agronegócio, clima, questão ambiental e geopolítica são temas que certamente estarão bem enumerados este ano.
Fique atento: as principais universidades não querem um acadêmico ou acadêmica “engessados”. A Universidade sabe que para desenvolver ciência, pesquisa e capacitar “cérebros”, o ingressante precisa compreender o mundo que ele vive.
Ps: dia 29 de maio foi comemorado o dia do Geógrafo. Deixo minhas deferências para importantes profissionais que estiveram em minha trajetória durante a fase escolar e me estimularam ainda mais pela escolha que fiz. São os professores geógrafos Herivan Ximenes, Carlos Maza, Bete Guena e Sedeval Nardoque. Obrigado!

Eduardo Britto 
(Professor de Geografia do Colégio e Curso Objetivo de São Paulo, graduado pela UNESP, especialista em Gestão Ambiental pela UFSCAR e Mestre em Ensino de Ciências pela UFMS)