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Protesto dos caminhoneiros atinge Jales e a região

por Luiz Ramires
27 de maio de 2018
Na quinta-feira os caminhoneiros se reuniram em uma manifestação na Rodovia Euclides da Cunha, em Urânia
A paralisação dos motoristas, que começou segunda-feira, dia 21, afetou o abastecimento em todo o país e na região noroeste do estado não foi diferente. O problema mais visível na região foi a falta de combustíveis, mas o fornecimento de vários produtos também foi sentido e continuou se agravando, inclusive com aumento bastante acentuado nos preços.
Em Jales, na quinta-feira à tarde, houve uma manifestação na Rodovia Eliezer Montenegro Magalhães. Outra manifestação programada para a manhã de quinta-feira, próximo ao viaduto da Rodovia Euclides da Cunha, na Avenida João Amadeu, acabou não acontecendo pela dificuldade dos motoristas levarem seus caminhões até o local, em função dos bloqueios na região. 
Na sexta-feira houve paralisações nas rodovias Euclides da Cunha, próximo ao Distrito Industrial III e novamente na Eliezer Montenegro Magalhães, próximo ao trevo com a Dr. Euphly Jalles.
Em toda a região houve alguns bloqueios e várias manifestações na quarta, quinta e sexta-feira.  Já na quinta-feira pela manhã, os caminhoneiros fizeram uma manifestação em Urânia, com os caminhões parados na margem da Rodovia Euclides da Cunha.
A Prefeitura de Jales informou que, em virtude da greve nacional dos caminhoneiros, poderá haver alterações nos horários e quantidades de veículos da frota em circulação, prejudicando a prestação de serviços nas secretarias municipais de Saúde e Educação. E ressaltou que está trabalhando para evitar que transtornos sejam causados à população.

SINDICATO APOIA
O presidente do Sindicato dos Motoristas de Jales e Região que também é diretor jurídico da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo, José Roberto Duarte da Silveira informou que apesar do sindicato não estar organizando a manifestação o mesmo apoia o movimento dos motoristas autônomos e ele próprio tem comparecido, com sua diretoria, para manifestar esse apoio, nos vários pontos onde é convidado, como já fez em Jales e em outras cidades.
José Roberto destaca que o transporte rodoviário de cargas é responsável por quase 90% do que se transporta no país, mas o governo não valoriza isso, o que dificulta muito sobreviver trabalhando nesse setor. Muitos motoristas, segundo ele, trabalham o mês inteiro para no final não receber quase nada, isso quando não ficam devendo, o mesmo acontecendo em várias empresas de transporte.
O presidente do sindicato de Jales explica que o apoio da entidade ao movimento é importante porque quando a situação fica difícil para as empresas, o mesmo acontece para os empregados, pois o setor todo passa a enfrentar as mesmas dificuldades.
O frete, segundo ele, está sem reajuste há mais de um ano, sendo que em alguns casos o valor até diminuiu, enquanto o óleo diesel e o pedágio aumentam de três a quatro vezes ao ano, e agora o diesel, com essa nova política da Petrobras, passou a ter reajustes quase diários, o que acabou culminando na paralisação dos motoristas.

REIVINDICAÇÕES
O protesto dos motoristas autônomos tem como objetivo impedir o reajuste do óleo diesel na forma como passou a ser feito pela Patrobras, com base na variação do dólar. O transporte, que já enfrentava uma crise em função dos preços do frete, passou a ser inviável com a nova medida, segundo os caminhoneiros. Para reduzir o preço do diesel, as entidades querem que o governo mude a regra para os reajustes do diesel. 
Os caminhoneiros também querem a isenção do pagamento de pedágio dos eixos que estiverem suspensos (quando o caminhão está vazio e passa a rodar com um dos eixos fora do chão) e uma política de preços mínimos para o frete e a criação de um marco regulatório para os caminhoneiros.