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Protesto contra reforma da Previdência para escolas em Jales e na região

O que mais preocupa a Apeoesp é o fim a aposentadoria especial dos professores, que podem se aposentar depois de 25 anos de trabalho para as mulheres e 30 para os homens.
20 de março de 2017
Os professores fizeram uma concentração e distribuíram folhetos explicando a mobilização e a greve
A exemplo do que aconteceu em boa parte do estado e do país, as escolas estaduais de Jales também pararam, no dia 15 de março, quarta-feira, em protesto contra a proposta de reforma da Previdência Social enviada ao Congresso Nacional pelo presidente Michel Temer (PMDB), acompanhando a mobilização de trabalhadores de outras categorias.
Uma manifestação programada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) saiu da frente da entidade, na Rua 1 e seguiu até a Praça João Mariano de Freitas, onde aconteceu uma concentração com a distribuição de folhetos explicando a paralisação, protestando contra a reforma e exigindo melhorias para a educação.
A paralisação também aconteceu nas escolas estaduais de várias cidades da região, inclusive com algumas manifestações públicas, como em Fernandópolis onde os professores se reuniram na Praça da Matriz.
Além da manifestação em Jales, um grupo de professores de Jales e da região também seguiu em um ônibus até a concentração realizada no mesmo dia em São Paulo. Todo o trabalho foi coordenado pela professora Maria Elena Batista Souza, a Porcina, que integra a executiva da Apeoesp de Jales e a diretoria do em São Paulo.   

POLÊMICA
O que mais preocupa a Apeoesp é o fim a aposentadoria especial dos professores, que podem se aposentar depois de 25 anos de trabalho para as mulheres e 30 para os homens.
Outros pontos da proposta também preocupam, como explicou a professora Luciana Barra Vieira, da escola Juvenal Giraldelli. Ela destaca a idade mínima de 65 anos para aposentadoria, eliminando a concessão do benefício por tempo de serviço. O valor da aposentadoria, de acordo com o projeto, passará a ser calculado levando-se em conta 51% das maiores contribuições com 1% adicionais a cada ano de contribuição, elevando para 49 anos o tempo para se obter a aposentadoria integral.
Durante a manifestação em São Paulo os professores da rede estadual anunciaram uma greve para os dias 28 e 30 de março contra as reformas da Previdência, trabalhista e do ensino médio. Uma assembléia no dia 31 deverá decidir se a greve para ou continua.

Câmara também repudia a reforma

Na última sessão ordinária, no dia 13 de março, segunda-feira, os vereadores aprovaram uma moção encaminhada ao Governo Federal, por iniciativa do vereador Valnderley Vieira dos Santos, o Deley (PPS) “manifestando-lhe o mais profundo repúdio pela apresentação da proposta de reforma previdenciária, nos termos apresentados pela PEC 287/2016, já encaminhada para votação ao Congresso Nacional. 
Segundo os vereadores “causam indignação e comoção nacional as profundas alterações propostas no plano de seguridade social, que deveria servir como instrumento de políticas públicas para o cumprimento dos direitos e garantias fundamentais constitucionalmente previstos. 
Essas alterações, segundo os vereadores, “são apresentadas com o suposto objetivo de fortalecer a sustentabilidade do sistema de seguridade social. Na prática, porém, a PEC 287/2016 é uma verdadeira reforma previdenciária e cria obstáculos e restrições à fruição de direitos sociais, com a alteração dos requisitos para aposentadoria, modificação dos critérios de cálculo de seus proventos, veda a cumulação de benefícios previdenciários, remodela a concessão da pensão por morte e cria regras de transição para aqueles que cumprirem as exigências constantes na Emenda Constitucional”. 
Os vereadores pedem que cópias da moção sejam encaminhadas à Presidência da República e a todos os membros das bancadas de deputados federais e senadores representantes do Estado de São Paulo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. (LR).