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Projeto Sirius tem engenheiro físico jalesense na sua equipe

por Luiz Ramires
18 de novembro de 2018
Fernando: O Sirius coloca o Brasil entre os maiores produtores de tecnologia do mundo
A primeira etapa do Projeto Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), foi inaugurada quarta-feira, dia14 de novembro, com a presença do presidente Michel Temer quando pela primeira vez foram acelerados elétrons na maior e mais complexa instalação científica já construída no país.
Além de autoridades e físicos, a inauguração contou com a presença de outras pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do projeto, entre elas o jalesense Fernando Henrique de Sá que antes de se formar como engenheiro físico estudou em escolas públicas de Jales, como a do Arapuã e Dom Artur e fez curso de inglês com a professora Eugenia Maria Pinheiro Ramires com quem afirma que aprendeu muito mais do que simplesmente falar e ler na língua inglesa.
Eugenia, como seus pais, Jesus José de Sá e Maria Aparecida, também o incentivou para se inscrever na Ufscar, onde fez opção pelo primeiro curso de engenharia física do país e em seguida doutorado na mesma área, pela Unicamp.

O PROJETO
Em entrevista ao Jornal de Jales na edição do dia 5 de junho de 2016 ele afirma que ficou sabendo do Sirius por um amigo da Ufscar e resolveu se inscrever. Na entrevista ele já destacava a importância do projeto, que como afirmou coloca o Brasil entre os maiores produtores de tecnologia, assumindo a liderança mundial quando se trata de luz síncrotron que é um tipo de radiação que permite observar átomos e moléculas dentro de qualquer tipo de material, em escala nanométrica, como uma espécie de mega aparelho de raios X.
Na época, Fernando estava trabalhando no projeto com simulação, ou seja, sua função era simular o comportamento dos elétrons dentro do acelerador, entender esse comportamento e estudar casos específicos para, se acontecer alguma coisa, verificar o que acontece com eles e se não for exatamente de tal forma, como isso vai afetar e gerar especificações. 
Fernando também explicou melhor o projeto, destacando que com uma fonte de luz síncrotron se consegue ver os átomos que formam a matéria e entender sua estrutura de forma bem pontual, podendo se observar coisas muito menores do que um microscópio comum permite ver. 
“Isso tem aplicação em todas as áreas da ciência, desde a produção de medicamentos, até o entendimento de solos, enfim, em todas as áreas que você imaginar que tem algum material que precisa ser entendido o seu funcionamento e organização”, afirmou, destacando que “o síncrotron é o ideal para você fazer esse tipo de pesquisa porque você tem muitas técnicas diferentes que te permitem analisar um monte de coisas distintas”.