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Projeto do lanchódromo na praça ainda emperra na Câmara Municipal

O projeto determina que o próprio lancheiro construa seu quiosque
31 de julho de 2016
Aprovação do projeto poderá aumentar o interesse dos lancheiros em participar da licitação
Depois dos vereadores Luís Rosalino (PT) e Gilberto Alexandre de Moraes pedirem vista a um projeto de lei do Executivo que dispõe sobre a permissão de uso de quiosques de propriedade do município localizados em área pública, a votação foi novamente adiada, desta vez a pedido do vereador Rivail Rodrigues Júnior, o Júnior Rodrigues (PSB). 
O projeto determina que o próprio lancheiro construa seu quiosque, mas o vereador não concorda, pois nesse caso ele teria que receber uma cessão de direito de uso por pelo menos 100 anos, o que seria um absurdo. Ele afirma que quem deve construir é a Prefeitura para que essa concessão possa ser por um período de apenas alguns anos, com renovação anual. Assim, a Prefeitura também terá condições de retomar de quem não atender as exigências ou não tiver condições de continuar funcionando, sem precisar indenizar os mesmos.
O argumento para que o lancheiro faça seu quiosque é que em poucos anos ele recupera o investimento, mas o vereador afirma que ele não pode ficar sem ter lucro, pois este é o seu objetivo, junto com a geração de empregos. O vereador lembra que em várias cidades da região a Prefeitura construiu os quiosques
O vereador avalia que se não quiser construir, a Prefeitura deveria dar pelo menos a estrutura básica que seria, por exemplo, um sistema de coleta para escoamento de gordura, pois a Sabesp não pode fazer uma obra como essa de graça. Também é inviável, como afirmou o vereador, que o lancheiro faça sua própria estrutura para essa e outras finalidades.

MARCHA LENTA 
Júnior Rodrigues lembrou que o projeto vem se arrastando há vários anos e chegou a contar com R$ 550 mil que seriam liberados pelo ex-deputado Rodrigo Garcia que pode ser novamente contatado para ver a possibilidade de ainda se recuperar essa verba. Se isso não acontecer, a Prefeitura deve fazer a sua parte.
Com a aprovação do projeto, o vereador acredita que outros lancheiros terão interesse em participar da licitação além dos cinco que já estão trabalhando nas praças. Ele também espera que o projeto original de se colocar os mesmos no centro da Praça João Mariano de Freitas seja melhorado, embora possa ser estudada a possibilidade de transferir todos para a Praça Euphly Jales, em um projeto mais amplo.
Uma das questões para o pedido de vista é que os próprios lancheiros já estão prevendo muita discussão sobre a necessidade de se construir dois lanchódromos, um em cada praça, para que outros possam ser abrigados nesses locais. Assim, todos os que vencerem a concorrência terão que pagar pela utilização dos seus espaços ou atenderem as condições impostas pelo município.