sexta 05 junho 2020
Arquibancada

Prisão domiciliar para Ronaldinho

Detidos desde o dia 6 de março, Ronaldinho Gaúcho e Assis pagaram fiança e foram liberados na última terça-feira (7) para cumprir prisão domiciliar em um hotel no Paraguai. Suspeitos de adulterarem documentos falsos, os irmãos ficaram mais de um mês atrás das grades e não podem sair do país sul-americano.

Importante no título mundial de 2002 e genial dentro de campo, o ex-camisa 10 encantou fãs com a arte do seu futebol, foi um dos melhores jogadores do século XXI e chocou o mundo após ser preso em uma das maiores manchas na vida de um ídolo mundial.

Citado por analistas como um dos atletas mais talentosos que surgiram pós era Pelé, Ronaldinho sempre esteve acompanhado do seu irmão Assis durante a carreira e isso se tornou sinônimo de problema em alguns momentos da vida do craque.

A dupla fez diversas escolhas em conjunto e as mais polêmicas envolveram o Grêmio, clube que revelou o jogador para o futebol. Na primeira transferência para a Europa, ainda em 2001, Ronaldinho foi para o PSG contra a vontade do Grêmio, que precisou ir à Justiça para receber pela transferência.

O craque teve atuações épicas pelo Tricolor, decidiu Gre-Nais, deu dribles desconcertantes e já parecia um gênio da bola mesmo ainda muito jovem. A separação, que teve Assis na linha de frente das negociações, manchou a relação entre o atleta, o clube e uma torcida apaixonada pelo jogador.

Em 2011, a dupla decidiu que o momento era de retornar ao Brasil e, mesmo com a desavença na saída de Ronaldinho, o time gaúcho era o primeiro da lista para repatriar o ídolo mundial. O negócio estava praticamente finalizado, o Grêmio chegou a montar uma festa no antigo Estádio Olímpico para apresentar Ronaldinho, mas dias depois o jogador foi anunciado como reforço de peso do Flamengo.

Em uma carreira recheada de tantas glórias, mas ao mesmo tempo repleta de problemas, o sentimento é que Ronaldinho poderia ter sido muito maior se não fosse as más companhias e a presença de pessoas controversas. O cárcere no Paraguai foi uma enorme mancha em uma carreira gloriosa, e a prisão domiciliar precisa ser sinônimo de recomeço para alguém tão amado por apaixonados pelo futebol.

Eduardo Martins

 (jalesense, aluno do 4° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 

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